terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Aquacultura, a solução para a pesca excessiva?

O presente vídeo levanta um conjunto de questões pertinentes acerca da aquacultura. Mas vamos, primeiramente, à definição desta atividade económica. Aquacultura ou aquicultura é a produção de peixes em viveiro, em águas salgadas (maricultura) ou em águas doces (piscicultura).

A aquacultura cresce a um ritmo muito acelerado. Desde 1970, que aumentou 9,2 %, em média, ao ano, segundo dados da Organização das Nações Unidas para a agricultura e alimentação (FAO), em 1970 a aquacultura era responsável por apenas 3,9% de todo o pescado produzido no mundo, mas em 2006 era já de 47%. Hoje em dia, estima-se que represente 50% do pescado consumido.

Poderíamos pensar que desta forma estamos a preservar os recursos piscatórios marinhos, mas afinal pode não ser bem assim. De acordo com o testemunho sobre um estudo de caso, no vídeo, para se produzir as rações que alimentam os peixes é necessário capturar duas vezes mais peixe do que aquele que é produzido em aquacultura.

Os peixes são alimentados à base de farinha de peixe e cereais.

Assim, cria-se uma situação de sobrepesca, causada pela produção de farinhas para aquacultura. Dada a gravidade da situação, não existe outra opção que não seja a procura de alternativas na alimentação do pescado produzido, recorrendo-se a plantas como a soja ou plantas marinhas, como as macroalgas, que começam a ser implantadas e podem tornar-se na solução para o problema.

Vejamos o vídeo.




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