sexta-feira, 12 de abril de 2013

Vacinação inédita contra pneumonia beneficia um milhão de crianças moçambicanas

 

O ministro moçambicano da Saúde, Alexandre Manguele, lançou esta quarta-feira uma inédita campanha de vacinação contra a pneumonia, doença respiratória que previne a meningite e que será administrada a um milhão de crianças menores de um ano, avança a agência Lusa.

As mais de 2,5 milhões de vacinas contra a pneumonia visam reduzir a mortalidade infantil em Moçambique, país onde apenas 22 por cento das crianças com suspeita de pneumonia recebem antibióticos adequados e a tempo, segundo o Inquérito de Indicadores Múltiplos de 2008.

Dados das Nações Unidas indicam que a pneumonia é uma das principais causas de mortalidade de crianças menores de cinco anos a nível mundial, responsável por 18 por cento dos cerca de sete milhões de mortes por ano, ou seja, 1,3 milhões de crianças por ano.

De acordo com o Fundo da ONU para a Infância, (UNICEF), no mundo morre uma criança de pneumonia a cada 25 segundos e cerca de 3400 por dia.

Falando no ato do lançamento da campanha, denominada PC10, o ministro da Saúde de Moçambique destacou a importância da primeira campanha levada a cabo a partir desta quarta-feira à escala nacional.

"A introdução desta vacina à escala nacional é um marco importante à saúde pública em Moçambique. Todos nós temos consciência de que graças à introdução de novas vacinas aumentou a sobrevivência infantil que é traduzida na redução da taxa de mortalidade em menores de cinco anos", disse Alexandre Manguele, apelando para "afluência" em massa da população moçambicana à iniciativa.

A vacina pneumocócica, que visa prevenir e reduzir a mortalidade causada por esta doença respiratória que afecta maioritariamente crianças, foi introduzida no âmbito de uma parceria entre o governo de Moçambique e a Aliança Global contra Imunização, que inclui a Organização Mundial da Saúde, o UNICEF e a sociedade civil moçambicana.

Com a introdução da vacina contra a pneumonia, Moçambique espera atingir um mínimo de 73 mortes por mil nados vivos, até 2015, data limite definida pela ONU para o alcance dos Objectivos do Desenvolvimento do Milénio da ONU.

Notícia adaptada do Rcm Pharma
11-04-2013