segunda-feira, 7 de maio de 2012

Maioria dos turistas que visitou Portugal quer voltar nos próximos 3 anos

Numa altura de crise económica, o Turismo continua a ser uma das maiores alternativas da criação de riqueza no país. Apesar de ser um setor económico que atravessa dificuldades, como qualquer outro, devido à diminuição do poder de compra, surgem indicadores muito interessantes e promissores para o turismo português.

A notícia que se segue é adaptada da agência Lusa e possui muitos dados estatísticos animadores para o setor. Porém, deve destacar-se que os turistas apontam como aspetos negativos os custos de vida e os serviços de saúde em Portugal. Valem as paisagens, o clima, os monumentos/museus e a gastronomia…

A maioria dos turistas que visitou Portugal ficou muito satisfeito com as suas férias e afirma querer voltar nos próximos três anos, segundo um estudo divulgado pelo Turismo de Portugal.
De acordo com o Estudo de Satisfação dos Turistas, realizado em março deste ano pela GfK Metris para o Turismo de Portugal, a maioria dos inquiridos mostrou-se "muito satisfeita" com as suas férias em Portugal (88 por cento) e afirmou pretender voltar nos próximos três anos (87 por cento).

O estudo envolveu 600 entrevistas, feitas a turistas de Espanha, Reino Unido, Alemanha, França, Holanda, Irlanda e Brasil, nos aeroportos de Lisboa, Porto, Faro e Funchal.
Entre os turistas inquiridos, 40 por cento afirmou que a viagem a Portugal ficou "acima das suas expetativas".

As paisagens, as praias, os monumentos/museus e a gastronomia são destacados, pela positiva, pelos turistas, enquanto os serviços de saúde e o custo de vida registaram índices de satisfação inferiores a 50 por cento.

As regiões mais visitadas pelos turistas são Lisboa e Porto. A capital portuguesa é mais procurada por espanhóis, holandeses e brasileiros, enquanto os franceses preferem o Porto.

Durante a estadia, a maioria dos turistas (78 por cento) afirma preferir alojamentos mais qualificados (hotel/apart-hotel/pousada), onde fica, em média, seis noites.

Entre os inquiridos, os espanhóis são os que ficaram menos noites (4,1 noites) e os brasileiros (8,8 noites).
Na maioria, os turistas ficam hospedados na mesma localidade (82 por cento). Lisboa tende a ser mais visitada pelos turistas que foram ficando hospedados em localidades diferentes (18 por cento), com destaque para os turistas brasileiros.

Durante o planeamento da viagem, a Internet é o "maior impulsionador" da escolha de Portugal como destino de férias (33 por cento), seguindo-se a recomendação de conhecidos/amigos/familiares (25 por cento).

O clima e a paisagem condicionaram a decisão final na maioria dos casos (54 por cento).
Notícia adaptada da “Lusa29 Abr, 2012”.

China já é o maior fornecedor do Brasil

A expansão da produção industrial chinesa é um facto incontornável da economia mundial, apesar da controvérsia sobre a concorrência desleal. Salários muito baixos e exploração de mão-de-obra infantil são muitas das acusações que são feitas. Porém, numa economia capitalista o melhor negócio impõe-se a qualquer controvérsia, seja ela de origem social, de direitos humanos ou ambiental. O lucro é o único objetivo! A notícia que se segue demonstra bem esta realidade. O Brasil que observa, igualmente, um crescimento económico e consolidação da sua indústria não consegue travar a entrada de produtos chineses no seu país.

“…O país asiático tornou-se o principal fornecedor do Brasil nos três primeiros meses deste ano, com uma fatia de 15,5% de tudo o que se importa, ultrapassando os EUA (14,6%). A China também já é o maior vendedor de máquinas e equipamentos para a indústria nacional.

A agressividade chinesa pode ser constatada na comparação com 2000, quando era apenas o 11º fornecedor do Brasil, com participação de 2,19% no total importado. Só em 2011, as compras brasileiras deram um salto de US$ 7,19 bilhões. Os chineses também já são os maiores fabricantes de três dos 12 principais itens importados pelo país este ano, além de estarem entre os dez mais em outros dois grupos.

Desde o início do governo de Dilma Rousseff, as ações na área de defesa comercial para coibir a concorrência desleal multiplicaram-se, assim como outras iniciativas para conter as importações na fronteira. Um terço das petições em análise é contra produtos chineses. A mesma proporção vale para investigações em curso e os direitos já aplicados. Esses percentuais podem ser maiores, se consideradas ações contra Indonésia, Vietname e Malásia, que têm sido usados como rota de produtos chineses para disfarçar a origem.

Máquinas chinesas permitem produção mais barata. O Brasil nunca comprou tantas máquinas da China para ampliar a indústria nacional. Impedir a entrada destes itens limitaria a capacidade das empresas de produzir com equipamentos mais baratos.

"O facto é que, sem outras formas de reduzir custos, as empresas não têm como não recorrer a essas máquinas", diz Castro.

Superavitário até 2005, o setor de máquinas no Brasil precisou importar US$ 20 bilhões a mais do que conseguiu vender ao exterior em 2011. A China já é o primeiro fornecedor do país em quantidade e o segundo em valores financeiros.

… o setor de material de construção está importando mais. Comprou US$ 7 bilhões lá fora em 2011, contra US$ 1 bilhão em 2003. A China já é quem mais vende estes materiais para o Brasil e responsável por um terço das importações.

Notícia adaptada “Da Agência O Globo”.