terça-feira, 17 de maio de 2011

Níveis preocupantes de redução da camada de ozono no Árctico

Ao contrário do que estamos habituados nos últimos anos, as notícias sobre o buraco na camada de ozono incidem agora no Árctico.

De facto, segundo a OMM (Organização Mundial de Meteorologia), devido à presença na atmosfera de substâncias nocivas e ao inverno muito frio, o buraco na camada de ozono do Árctico atingiu, nesta primavera, níveis recordes. 
As observações realizadas, a partir do solo, por sondas colocadas em balões e por satélite, revelaram que a camada de ozono no Árctico apresenta uma perda de 40%, batendo o último recorde de 30%, o que se revela, no mínimo, preocupante.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

A importância da camada de ozono na atmosfera

A camada de ozono localiza-se na estratosfera (a partir dos 25 km de altitude) e possui a capacidade de absorver o calor irradiado pelo sol, contribuindo para o equilíbrio térmico do planeta Terra (15º C).

Para além da absorção de calor, a camada de ozono filtra cerca de 95% das radiações ultra-violetas, que são nocivas para os seres vivos. Porém, os 5% restantes são benéficos para a vida, pois contribuem para a produção de vitamina D, indispensável ao normal desenvolvimento dos ossos.

Desta forma, o problema surge quando estas percentagens se desiquilibram, passando pela camada de ozono mais do que os 5% ideais.


Os agressores da camada de ozono

A agressão que vêm sendo realizada pelo Homem à camada de ozono, com a emissão de CFC (clorofluorcarbonetos), provenientes, sobretudo dos sistemas de refrigeração, dos aerossóis, de espumas e solventes industriais, são os principais responsáveis pela destruição desta camada. Basta, para isso, referir que um único átomo de cloro destrói milhares de moléculas de ozono e que alguns CFC podem manter-se na atmosfera durante mais de 100 anos!

Outros gases agressores: Halons, presentes em extintores, o Tetracloreto de carbono, utilizado em laboratórios e o Brometo de metilo, presente nos pesticidas agrícolas.

Principais consequências dos gases agressores:

A principal consequência dos gases agressores é a diminuição da espessura da camada de ozono, ou seja, o designado "buraco de ozono". A partir daí, a protecção exercida sobre os raios UV (ultravioletas) é menor e podem surgir problemas graves, tais como:

- Saúde humana: cancro da pele (em Portugal registam-se, a cada ano que passa, mais 10 000 novos casos de cancro da pele); queimaduras e envelhecimento precoce da pele; cataratas (doença oftalmológica) e diminuição da protecção imunitária do nosso organismo, o que pode conduzir ao aparecimento de doenças infecciosas.
Plantas e fitoplâncton: afecta o crescimento das plantas e produz alterações genéticas no fitoplâncton, introduzindo-se, depois, na cadeia alimentar.  

Formas de reduzir os efeitos agressores (exemplos):

- Verificar se os aerossóis (sprays) estão rotulados como protectores da camada de ozono;
- Fazer uma correcta manutenção dos aparelhos de ar condicionado;
- Ao entregar equipamentos de refrigeração nos pontos electrão, ou locais de recolha própria, retirar o gás refrigerante dos mesmos, em empresas específicas para o efeito;
- Verificar se os extintores que utilizamos possuem produtos alternativos aos Halons;

Estas medidas que vão de encontro às iniciativas tomadas no Protocolo de Montreal, onde se recomendou aos países a não utilização de CFC e, por exemplo, a utilizaçao de butano e propano, em sua substituição, dando a cada um dos países que assinaram o protocolo (150 no seu total) dez anos para a adaptação às novas recomendações.

As medidas tomadas preveêm a estabilização e regeneração da camada de ozono. A recomposição total da espessura da camada de ozono perspectiva-se para 2065.

Razões para a origem de terramotos continuados no Japão

O Japão é um país caracterizado pelo seu relevo montanhoso de origem vulcânica. O seu ponto mais alto atinge-se aos 3 776 metros de altitude no conhecido monte Fuji.

Localizado no Círculo de Fogo do Pacífico (ou Anel de Fogo do Pacífico), em plena bacia do oceano Pacífico, onde se verificam constantes movimentos de placas tectónicas, o Japão possui oitenta vulcões activos no país e os sismos são consequência disso mesmo. A enorme quantidade de vulcões mostra que nas profundezas do arquipélago o solo é instável e cheio de energia. Isso faz com que o país esteja entre os que mais terramotos registam no mundo e de intensidades elevadas.
Localização do JapãoMapa do Japão


O que é uma placa tectónica?
Uma placa tectónica é uma porção de litosfera limitada por zonas de convergência. As placas convergem horizontalmente, dando-se uma zona de choque entre as mesmas ou de  subducção, em que uma placa mergulha por debaixo de outra placa.
Assim, é nas zonas de fronteira entre placas que se regista a grande maioria dos terramotos e erupções vulcânicas.
O Japão, devido à sua posição geográfica, torna-se assim, um país muito atreito a terramotos porque o seu território enquadra-se na zona de convergência de 4 placas tectónicas diferentes. 
Este mapa que representa as principais placas tectónicas do mundo, permite enquadrar o território japonês na zona de convergência de 4 placas diferentes!

Sismo de 8,9 na escla de Richter e Tsunami no Japão - Consequências e evolução

Só agora escrevo sobre a maior catástrofe natural registada no Japão, desde que há memória. Este tipo de catástrofes têm repercussões e consequências relativamente prolongadas no tempo. Certamente, o que aqui escreverei não será, infelizmente, o final deste triste episódio da "ira da natureza", mas já me permitirá fazer um balanço mais completo desta catástrofe.

 

Intensidade da catástrofe

 

O primeiro sismo, seguido de pelo menos quatro réplicas fortes (uma delas atingiu 6,6 na escala de Richter, em Tóquio), foi registado às 14h46 do 11 de Março, a 179 quilómetros a leste de Sendai, ilha de Honshu, e a 382 quilómetros a nordeste de Tóquio, segundo o Instituto de Geofísica dos Estados Unidos (USGS).


Este sismo foi o mais forte desde o início das medições da intensidade sísmica no Japão, ou seja há 140 anos atrás!

O Tsunami que se lhe seguiu provocou ondas desvastadoras, que entraram costa a dentro e que atingiram cerca de 15 metros de altura, destruindo tudo o que se lhe deparava à frente (carros, estradas, casas...), como se tratasse de um filme apocalíptico.

No site da visão Júnior existe uma série de imagens ilustrativas do tsunami. Deixo aqui o endereço electrónico como complemento deste artigo.
ztarmail.gif (11175 bytes)http://aeiou.visao.pt/sismo-e-tsunami-no-japao=f594205

Esta onda gigante chegou a preocupar os países banhados pelo oceano Pacífico, tendo ocorrido consequências no estado da Califórnia (EUA) e Havai, mas sem consequências graves.

Réplicas

Várias réplicas se têm verificado desde 11 de Março último, mas os números são impressionantes: mais de 1 000 terramotos (todos superiores a 4,5 graus na escala de Richter). Destes 408 sismos tiveram magnitude de pelo menos 5 graus, sendo que o número total poderia ser multiplicado por 10 se se tivesse em conta os sismos com menos de 4 graus.

Mais, do total dos tremores de terra, 68 tiveram uma intensidade igual ou superior a 6 graus e outros cinco registaram pelos menos 7 graus (a mesma intensidade que provocou 300 000 mortos no Haiti, em Janeiro de 2010).
 Os epicentros de todos estes abalos cobrem uma área de 500 quilómetros de norte a sul, entre as costas de Iwate e Ibaraki, e 200 quilómetros de oeste para leste.
Consequências - números arrepiantes

O sismo e o tsunami que se seguiu provocaram a maior crise humanitária da história do Japão desde a Segunda Guerra Mundial (bomba atómica).
 

As perdas humanas eram imprevisíveis, só na manhã seguinte foram encontrados 2000 corpos junto à costa e ainda não se sabia quantos passageiros continha o comboio que foi literalmente arrastado pela força das águas.

Mas o drama humano atingiu números muito superiores e até hoje estão contabilizados 14 949 mortos, continuando desaparecidas 9 880 pessoas, que pode elevar o número total de mortes até aos cerca de 25 000.
As equipas de socorro fazem o que podem para encontrar sobreviventes. Uma tarefa partilhada pelos familiares dos desaparecidos. Os que escaparam à tragédia deparam-se com a falta de comida, água e de apoio.

Quase 131 000 japoneses estão alojados, de forma provisória em edifícios públicos.

Mais de 95 000 edifícios nas regiões afectadas ficaram completamente destruídos.

Cerca de um milhão de casas ficou sem electricidade.

O governo japonês estima que poderá levar cerca de 10 anos até conseguir reconstruir, por completo, as áreas mais afectadas.

Foram produzidos 25 milhões de toneladas de escombros que deverão ser removidas ao longo de 3 anos, estando agora esses escombros amontoados ao longo da costa. O devido armazenamento destes escombros é, igualmente, uma grande preocupação.

Outra enorme preocupação é agora as centrais nucleares afectadas pela catástrofe natural. Os níveis de radioactividade no ar e nas águas, são inúmeras vezes superiores aos valores considerados normais. Mas esta temática deixarei para um próximo post, pois a questão da produção de energia eléctrica a partir de centrais nucleares merece uma grande preocupação ambiental e humana e o seu devido destaque.

Termino esta reflexão com mais algumas imagens ilustrativas desta tragédia que perdurará para sempre na história das maiores calamidades naturais do planeta.

Imagens inéditas do sismo (euronews)
A guarda costeira japonesa divulgou um vídeo com imagens impressionantes do tsunami do dia 11 de Março.
São imagens do momento em que a vaga arrastou tudo no porto e no aeroporto de Sendai e também em várias localidades costeiras das províncias de Iwate e Miyagi.

Vídeo do Tsunami no Japão

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Fotografias do Terramoto e Tsunami no Japão

Estas são algumas das melhores fotografias retiradas da tragédia ocorrida no Japão em 11 de Março de 2011.

Tsunami redemoinho e ondas perto de um porto em Oarai, Ibaraki (estado) depois do Japão ter sido atingido por um forte sismo ao largo da costa nordeste da sexta-feira 11 de marco, 2011.


Aeroporto de Sendai cercado por águas em Miyagi.
O tsunami ao longo Iwanuma no norte do Japão nesta sexta-feira 11 Março de 2011. O terremoto de magnitude 8,9 bateu costa leste do Japão na sexta-feira, desencadeando um tsunami de 13 pés (4 metros) que varreu barcos, carros, edifícios e toneladas de detritos para o interior.

Fotografias retiradas do site NP - Notícias de Portugal.