segunda-feira, 7 de maio de 2012

China já é o maior fornecedor do Brasil

A expansão da produção industrial chinesa é um facto incontornável da economia mundial, apesar da controvérsia sobre a concorrência desleal. Salários muito baixos e exploração de mão-de-obra infantil são muitas das acusações que são feitas. Porém, numa economia capitalista o melhor negócio impõe-se a qualquer controvérsia, seja ela de origem social, de direitos humanos ou ambiental. O lucro é o único objetivo! A notícia que se segue demonstra bem esta realidade. O Brasil que observa, igualmente, um crescimento económico e consolidação da sua indústria não consegue travar a entrada de produtos chineses no seu país.

“…O país asiático tornou-se o principal fornecedor do Brasil nos três primeiros meses deste ano, com uma fatia de 15,5% de tudo o que se importa, ultrapassando os EUA (14,6%). A China também já é o maior vendedor de máquinas e equipamentos para a indústria nacional.

A agressividade chinesa pode ser constatada na comparação com 2000, quando era apenas o 11º fornecedor do Brasil, com participação de 2,19% no total importado. Só em 2011, as compras brasileiras deram um salto de US$ 7,19 bilhões. Os chineses também já são os maiores fabricantes de três dos 12 principais itens importados pelo país este ano, além de estarem entre os dez mais em outros dois grupos.

Desde o início do governo de Dilma Rousseff, as ações na área de defesa comercial para coibir a concorrência desleal multiplicaram-se, assim como outras iniciativas para conter as importações na fronteira. Um terço das petições em análise é contra produtos chineses. A mesma proporção vale para investigações em curso e os direitos já aplicados. Esses percentuais podem ser maiores, se consideradas ações contra Indonésia, Vietname e Malásia, que têm sido usados como rota de produtos chineses para disfarçar a origem.

Máquinas chinesas permitem produção mais barata. O Brasil nunca comprou tantas máquinas da China para ampliar a indústria nacional. Impedir a entrada destes itens limitaria a capacidade das empresas de produzir com equipamentos mais baratos.

"O facto é que, sem outras formas de reduzir custos, as empresas não têm como não recorrer a essas máquinas", diz Castro.

Superavitário até 2005, o setor de máquinas no Brasil precisou importar US$ 20 bilhões a mais do que conseguiu vender ao exterior em 2011. A China já é o primeiro fornecedor do país em quantidade e o segundo em valores financeiros.

… o setor de material de construção está importando mais. Comprou US$ 7 bilhões lá fora em 2011, contra US$ 1 bilhão em 2003. A China já é quem mais vende estes materiais para o Brasil e responsável por um terço das importações.

Notícia adaptada “Da Agência O Globo”.

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