quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Recolha e tratamento dos Resíduos de Equipamento Eléctrico e Electrónico

Desde 2006 que os equipamentos eléctricos e electrónicos (EEE) não podem conter metais pesados como o chumbo, cádmio, mercúrio ou níquel.

Mas, para além, dessa medida a reciclagem e reutilização dos seus componentes é fundamental. Assim, a plataforma europeia da ERP (presente em 11 países) reciclou nos últimos cinco anos um milhão de toneladas (desse total 5% pertenceram a Portugal) de Resíduos de Equipamento Eléctrico e Electrónico (REEE), o que permitiu evitar a emissão de 11 milhões de toneladas de CO2, o que equivale a retirar quatro milhões de carros das estradas por ano. 

São certamente valores muito importantes e ainda com grande margem de progressão.

Os REEE são divididos em dez categorias de equipamentos, entre as quais grandes e pequenos electrodomésticos; informáticos e telecomunicações; iluminação; ferramentas ou brinquedos e lazer.

Depois de triturados, quase todos estes resíduos terão um novo uso. Plásticos que permitem criar mobiliário de jardim, vidro para fábricas de cerâmica ou de vidro. O alumínio, o cobre e outros metais valiosos também têm mercado assegurado.

É, pois, extremamente importante colaborar nesta recolha. Os pontos electrão multiplicam-se e existem vários centros de recolha (já são 1407), que impedem que os REEE acabem nos aterros sanitário. No ano de 2009 foram recolhidas 50 mil toneladas, que correspondem a 30% do que é colocado no mercado.

Portugal, conseguiu, em 2009, uma média de 4,7 quilos por habitante/ano, ultrapassando a meta europeia de 4Kg/hab/ano.

Coabora!

Artigo adaptado do Jornal "O Expresso" de 30 de Dezembro de 2010.

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