quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Águas diluvianas provocam cheias um pouco por todo o mundo

Centenas de milhares de pessoas ficaram desabrigadas pelas piores enchentes em décadas no noroeste do Paquistão, onde, dezenas de pessoas morreram, em Julho de 2010.

As chuvas começaram no distrito de Swat, situado na província de Khyber-Pakhtunkhwa, e transbordaram o rio de mesmo nome. Nunca foi o Paquistão tinha enfrentado uma situação desta magnitude. 

As inundações causaram danos, igualmente em terras e propriedades.

Segundo a "Dawn", um "grande número" de casas e pontes, assim como escolas, estradas e mesquitas foram destruídas nas regiões, que ficaram sem fornecimento de energia eléctrica e gás devido aos danos nas linhas de transmissão.

As piores cheias em décadas deixam milhares de hectares da paisagem australiana debaixo de água no nordeste da Austrália, onde o Exército teve de distribuir provisões nas regiões mais atingidas. Esta tragédia atinge o país desde o fim de mês de Novembro.

“Isto é um desastre natural de grandes proporções e para a recuperação será preciso um tempo considerável”, revelou a chefe do Executivo australiano por meio de um comunicado.

Até aquele momento, 200 mil cidadãos de 22 localidades do estado de Queensland foram atingidos pelas inundações, consideradas as piores das últimas cinco décadas.

Várias localidades foram declaradas zonas de calamidade quando os rios subiram mais de 50 centímetros acima do recorde de cheias anteriores. Por exemplo, houve rios ,como o Burnett, que subam 7,5 metros, mais 30 centímetros que no recorde de 1954.

De acordo com as previsões das autoridades, as inundações não diminuirão em várias áreas do estado ao longo ao longo do mês de Janeiro.

O nível do caudaloso do rio Fitzroy alcançou, antes do previsto, os 9 metros de altura e teme-se que chegue a 9,4 metros, o que deixaria Rockhampton totalmente incomunicável, com 400 casas alagadas e milhares sem condições de moradia neste momento.

Para além das vidas humanas, os prejuízos foram muito avultados avultados e atingem cerca de 760 milhões de euros, incluindo perdas irreversíveis nas colheitas de girassol e de algodão e na enorme quantidade de gado afogado.

As enchentes causadas pelas fortes chuvas no nordeste da China, em Julho passado, causaram, no mínimo 928 mortos e prejuízos no valor de dezenas de biliões de dólares.

Em toda a China, um total de 875 mil casa foram destruídas, 9,6 milhões de pessoas foram evacuadas e 22 milhões de hectares destinados à agricultura foram inundados. 

As piores inundações da China ocorreram em 1998, quando 4.150 pessoas morreram, devido às cheias provocadas pelo rio Yangtze. 

A China enfrenta chuvas torrenciais a cada verão, mas as chuvas deste verão foram as piores em mais de uma década. Por exemplo, o rio Yangtze subiu 15% a mais do que a média.

Estas catástrofes naturais confirmam as alterações climáticas que se observam no planeta. Com o aquecimento global estas catástrofes vão-se multiplicando e batendo recordes atrás de recordes, que conduzem a grandes tragédias humanas e económicas. Mas é, também, de salientar, que a excessiva precipitação em alguns pontos do planeta, é acompanhada por secas prolongadas noutros, conduzindo a problemas de desertificação muito graves, que arrasam os campos agrícolas, tornando os solos estéreis, acentuando a pobreza, a fome e grandes fluxos migratórios forçados.

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