segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Novo automóvel eléctrico da Opel em Portugal

Novidade, a partir de Janeiro de 2011 em Portugal vai ser o Opel Ampera que utiliza um sistema equipado com um motor eléctrico principal com 150 CV e 370 Nm de binário, ajudado por um motor eléctrico mais pequeno e um propulsor a gasolina de baixa cilindrada que entra em acção automaticamente quando a bateria de iões de lítio fica descarregada. A capacidade da bateria é de 16 kWh sendo carregada em qualquer tomada doméstica num prazo de apenas três horas.

A autonomia em modo eléctrico é de apenas 40 a 80 quilómetros, podendo o Ampera alargar a sua acção até aos 500 quilómetros graças à extensão oferecida pelo bloco térmico.

Relativamente a este tipo de veículos, certamente ainda haverá muito a melhorar, mas para já inicia-se, em Portugal, um novo nicho de mercado - os carros eléctricos.

Em consequência do aumento deste novo nicho de mercado, torna-se óbvio que a poluição atmosférica, através da libertação do Monóxido de Carbono para a atmosfera, por via dos transportes rodoviários diminuirá. Mas a questão que se levanta é a seguinte: tendo em conta a produção de energia eléctrica, ainda muito sustentada na queima de carvão e petróleo, não fará este tipo de veículos aumentar a necessidade da produção de energia eléctrica? É que, desta forma,, teremos um sistema de poluição não directa do veículo, nas suas emissões atmosféricas, mas indirecta pelo aumento de consumo da energia eléctrica doméstica, ou em redes públicas de abastecimento.

Numa altura em que todos os apelos aos consumidores vão no sentido de poupar energia, por ser uma atitude ecológica e amiga do ambiente até nos pequenos gestos em casa, no sentido de diminuir o efeito de estufa e o consequente aquecimento global do planeta, a expansão destas viaturas poderá, então, suscitar algumas dúvidas.

Este impacto de poluição a montante só poderá ser atenuado se se persitir na necessidade de utilizar, em larga escala, as energias renováveis que o planeta dispõe. Será essa a resposta?

Um caso para reflexão.

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