sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Desperdício de alimentos - como rentabilizar!

Por incrível que pareça, dadas as muitas dificuldades económicas de muitas famílias, 20 mil refeições vão para o lixo diariamente.

António Costa Pereira lançou uma petição contra o deperdício alimentar. Tinha contactado várias empresas de catering e concluiu que, das cerca de 500 mil refeições servidas diariamente em refeitórios, 20 mil - "para não exagerar" - iam parar ao lixo.

Esta realidade demonstra bem as desigualdades a nível mundial, nos países desenvolvidos desperdiça-se comida e nos em desenvolvimento, sobretudo nos mais pobres do mundo, não existe o que comer. No entanto, não se pode escamotear que entre os países desenvolvidos também existem grosseiras carências alimentares, entre os grupos socias de classe alta e média, para os de classe baixa. E Portugal não foge à regra.
Assim, iniciou uma petição contra o desperdício alimentar, que visa mudar a lei para aproveitar as mais de 20 mil refeições que são deitadas ao lixo diariamente.
Tenta que os excedentes fossem servidos em instituições sociais.
Na terça-feira, dia 9, já mais de 15 mil pessoas a tinham assinado. Mas talvez nem seja preciso mudar a lei pois é tudo uma questão de interpretação, esclareceu-lhe a ASAE. De determinada forma e no frio as refeições poderiam ser transportadas e, em poucas horas, servidas onde fazem falta.

Sem o entrave legal, decidiu pôr as mãos à obra. Contactou as forças vivas de Oeiras, onde reside, e actualmente já há um projecto piloto de recolha das refeições excedentes dos almoços nas cantinas de empresas, escolas, universidades e hospitais e a entrega das mesmas nas cantinas sociais.

É um projecto que "tem de ser ágil e local, se for nacional perde-se", explicou Costa Pereira, segunda-feira, na RTP1. Salientou que há vantagens "sociais, económicas, ambientais e cívicas" nesta inciativa e exortou outras autoridades locais a seguirem-lhe o exemplo.

Tiago Rodrigues Alves
Notícia adaptada de Jornal de Notícias

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