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quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Hans Rosling em crescimento populacional mundial.

A população mundial vai crescer para 9 bilhões nos próximos 50 anos - e somente elevando o padrão de vida dos mais pobres nós poderemos corrigir o crescimento populacional. Esta é a resposta paradoxal que Hans Rosling revela no TED@Cannes usando tecnologia colorida para mostrar os novos dados. A não perder!



terça-feira, 1 de outubro de 2013

ONU Uma em cada oito pessoas sofre de fome crónica

Uma em cada oito pessoas sofre de fome crónica no mundo, revela hoje a ONU, que reconhece uma melhoria nos últimos anos, mas pede esforços adicionais e imediatos para se alcançar o primeiro objetivo de desenvolvimento do Milénio.
Uma em cada oito pessoas sofre de fome crónica

Num relatório hoje divulgado, a ONU estima em 842 milhões de pessoas subnutridas no período entre 2011 e 2013, menos 26 milhões do que no período anterior (2010-2012).

A grande maioria das pessoas que sofrem de fome crónica, ou seja, que não têm alimentos suficientes para uma vida saudável e ativa, estão nos países em desenvolvimento, mas há 15,7 milhões a viver em países desenvolvidos.

No relatório "O Estado da Insegurança Alimentar no Mundo", três agências das Nações Unidas - o Programa Alimentar Mundial (PAM), a Organização para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e o Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (IFAD) - alertam que são necessários mais esforços para se alcançarem os objectivos de desenvolvimento do milénio.

Segundo o objectivo número um, que visa erradicar a pobreza extrema e a fome, o mundo comprometeu-se a reduzir para metade, entre 1990 e 2015, a proporção de pessoas que sofre de fome no mundo.

"A dois anos do prazo, 38 países alcançaram a meta", escrevem os líderes das três agências responsáveis pelo relatório, acrescentando: "Estes sucessos mostram que, com compromisso político, instituições eficazes, boas políticas, uma abordagem abrangente e níveis adequados de investimento, podemos vencer a luta contra a fome".

O número total de pessoas com fome crónica caiu 17% desde 1990–92. Se a taxa anual de declínio se mantiver até 2015, a prevalência da subnutrição poderá ficar perto daqueles objectivos, definidos pela ONU em 2000, mas alcançá-los "requererá esforços adicionais consideráveis e imediatos", escrevem os autores do documento.

Apesar dos progressos, o relatório alerta que há diferenças marcadas na redução da fome. A África Subsariana fez progressos modestos e continua a região com a mais alta prevalência de subnutrição, com uma em quatro pessoas (24,8%) a passar fome.

A Ásia ocidental não registou progressos, enquanto o sul da Ásia e o norte de África revelam progressos lentos. O leste e o sudeste asiático e a América latina foram as regiões com maiores progressos.

No sudeste asiático, a região com melhores resultados, o número de pessoas com fome diminuiu de 31,1% para 10,7% desde 1990.

Notícia da Agência Lusa, 01 de Outubro de 2013.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

A escola discriminatória no Afeganistão e o papel das ONG's

O Afeganistão esteve sob o poder dos Talibã (estudantes de teologia) desde Setembro de 1996. Este regime e a  guerra que se abateu sobre o povo afegão, destruiram 3600 escolas afegãs, ou seja,  grande parte dos espaços que antes estavam reservados à escola. Em consequência, os Talibã  proibiram o ensino das meninas com mais de oito anos.

Apesar das melhorias evidenciadas, em Cabul, a liberdade de aprender nem sempre é respeitada. Por exemplo, a Escola de Música de Cabul, que reabriu depois de oito anos sem funcionar,  continua a não aceitar mulheres. 

Apesar das dificuldades, existe uma enorme vontade de estudar. Até as populações nómadas realçam a importância da educação das suas crianças. Os Kuchis, grupo nómada originário do norte do Afeganistão (província de Parwan), em vez de partir para o Sul, resolveram no último ano fixar-se na pequena vila Sherak para aí construir uma rudimentar escola para as suas 142 crianças. A escola de Sherak é desde então uma realidade. A UNICEF forneceu ardósias, livros e outros materiais escolares.
 Escola de meninas no Afeganistão

Escola para rapazes no Afeganistão

Mas a prova que as ONG (Organizações Não Governamentais) são determinantes na luta contra as adversidades e injustiças, deixo aqui o exemplo da AMI portuguesa, corajosa e persistente na luta pelas suas causas. Corajosa porque ir à escola no Afeganistão, sobretudo quando se é mulher, pode implicar uma sentença de morte. Nos últimos anos vários casos de envenenamento e ataques com ácido visando populações femininas estudantis foram notícia. O ultimo atentado conhecido ocorreu em Agosto passado e levou ao internamento de 59 alunas e 14 professoras de uma escola em Cabul, intoxicadas com um gás venenoso.

Perante estas adversidades a AMI portuguesa financia a escola primária Shawl Patcha, que é considerada um modelo no Afeganistão. A escolha acolhe actualmente 640 crianças e 24 professores e os padrões educativos são altos. As meninas têm aulas de manhã (com staff  feminino); os rapazes à tarde. Este ano, pela primeira vez, as raparigas superam os rapazes.

Trata-se de um caso de sucesso, apesar de a escola ter que ser policiada pelos membros da população em defesa da educação das suas crianças.

Artigo adaptado do Jornal "O Expresso", de 30 de Dezembro de 2010 e de um artigo publicado por Olga Pombo, da Faculdade da Universidade de Lisboa

A Pobreza e as desigualdades na OCDE


A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) engloba os países mais desenvolvidos a nível mundial, que se repartem pela América do Norte, América Central, Europa Ocidental e do Norte e Oceânia. Do continente asiático o Japão também faz parte.

Porém, nem todos se encontram no mesmo patamar de desenvolvimento, sobressaindo os países da OCDE de rendimento elevado.

"A verdade é que entre os 30 membros da OCDE, há notórias diferenças na distribuição dos rendimentos e na taxa de população atingida pela pobreza. A Dinamarca era, em 2005, o país com menor fosso entre ricos e pobres e onde a pobreza é menos grave. No outro extremo, está o México, seguido da Turquia e logo depois por Portugal. Nisto, os Estado Unidos são nossos vizinhos e vemos a Espanha com nove países de permeio.

O relatório "Crescimento Desigual?- A distribuição de Rendimento e a Pobreza nos Países da OCDE" segue um critério para estabelecer a tabela da desigualdade, dividindo o rendimento dos agregados pelo número dos seus membros. Os cálculos são feitos sobre indicadores de meados desta década. 

O documento assinala que a pobreza dos reformados baixou em muitos países. Por contraste, a pobreza infantil aumentou, ficando acima da média da população. "A pobreza infantil precisa de mais atenção", alerta a OCDE. O mesmo deve acontecer com os jovens adultos e as famílias com filhos, onde se acentuou a pobreza."1

A questão do crescimento da pobreza infantil é deveras preocupante, devido ao elevado envelhecimento demográfico que estes países observam. Deste modo, se as famílias com mais filhos começam a revelar índices de pobreza elevado é porque os mecanismos de apoio à natalidade são muito insuficientes e isso irá retrair os casais de terem filhos. Esse facto, acentua o envelhecimento populacional, com as consequências económicas que advém para estas sociedades.

Para além das extremas desigualdades existentes entre os países desenvolvidos, na globalidade, do hemisfério norte e os países em desenvolvimento, na globalidade, do hemisfério sul, devem destacar-se as desigualdades existentes nos chamados "países ricos", que atingem, cada vez mais, proporções elevadas.

1
Por Eduarda Ferreira, Jornal de Notícias.



quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Os bilionário do ano de 2010

A revista Forbes lançou em Março, o ranking dos 1000 mais ricos do mundo. Os bilionários em 2009 eram 793 e com a recuperação económica o número subiu para 1011 com apenas 89 mulheres dentro desse ranking.

A título de curiosidade aqui se descreve o nome dos dez mais ricos do planeta:

Carlos Slim Helu: US$ 53.5 Biliões – México
Bill Gates: US$ 53 biliões – EUA
Warren Buffett: US$ 47 biliões – EUA
Mukesh Ambani: US$ 29 biliões – Índia
Lakshmi Mittal: US$ 28.7 biliões – Índia
Lawrence Ellison: US$ 28 biliões – EUA
Bernard Arnault: US$ 27.5 biliões – França
Eike Batista: US$ 27 biliões – Brasil
Amancio Ortega: US$25 biliões – Espanha
10º Karl Albrecht: US$23.5 biliões – Alemanha

Desta lista é destacar que o homem mais rico do planeta é um Mexicano, de nome  Carlos Slim Helú e é um empresário mexicano de origem libanesa.

É conhecido no México por Midas, devido a sua habilidade em transformar empresas decadentes em companhias saudáveis e lucrativas. É um empresário das telecomunicações controla a maior operadora de telemóveis da América Latina e é dono da Claro, outra operadora no Brasil.

Portugal só tem dois representantes nesta lista de ouro: Américo Amorim ocupa a 212ª posição, com uma fortuna avaliada em 2,93 mil milhões de euros (quatro mil milhões de dólares), voltando a ocupar o posto do português mais rico, com um património construído em torno da cortiça, imobiliário, turismo, energia (é dono de um terço da Galp) e banca.

Belmiro de Azevedo, o patrão da Sonae, que este ano regressou ao ranking, ocupa a 665ª posição, com uma fortuna calculada em 1,09 mil milhões de euros (1,5 mil milhões de de dólares).

Uns com tanto...

Considerei muito interessante o artigo de Pedro Cordeiro, na revista Única do Jornal o "Expresso", onde destacava que por esse mundo fora, falar de luxo é falar de coisas que por cá, mundo desenvolvido parecem absolutamente elementares.

Assim, procuro trazer para este post algumas das suas ideias, numa versão resumida dos factos, sobre desigualdades a nível mundial, trazendo a exemplo alguns países.

MACEDÓNIA

"Num país em que a taxa de pobreza se eleva aos 31,1% e o desemprego, chega aos 32,2%, tudo é um luxo. É difícil garantir que haja comida suficiente numa casa, assim como é quase impossível pagar as contas mensais. Um televisor novo, um frigorífico ou uma máquina de lavar loiça são bens que a maioria dos macedónios não pode ter... quando o salário médio é de 340 euros."

ÍNDIA

"Para cerca de 80 % dos indianos, ter carro próprio ou mandar os filhos para um colégio particular são luxos complicados de alcançar.
... Apesar da Índia ser um país claramente emergente, só as elites têm ar condicionado em casa (no norte do país, as temperaturas variam entre 0 e 45 graus, mas vive-se com ventoinhas), o que não deve espantar, pois até a água canalizada e a corrente eléctrica 24 horas por dia estão longe de ser universais.
... o PIB per capita é sete vezes menor do que o português e que escassos são os que não trabalham seis ou sete dias por semana."

PAQUISTÃO

"Visitar os familiares nas férias é considerado uma opulência e só é possível se o viajante tiver dinheiro para deslocar-se... dentro da mesma cidade. Comprar um computador para um filho será um grande luxo, para um paquistanês de classe média."

GUINÉ-BISSAU

" ...Mais de 60% dos cidadãos deste país da África lusófona vivem abaixo do limiar da pobreza,isto é, com menos de um dólar por dia (0,70 euros).
...uma escassa minoria da população tem energia eléctrica e água corrente 24 horas por dia. São luxos, tal como o acesso à Internet."

RUANDA

"Com um PIB per capita 20 vezes menor do que o do nosso país, a reconstrução é a principal tarefa do Ruanda, que recupera, a custo, da guerra civil e dos genocídios dos anos 90. Dado que 90% da população vive da agricultura, sementes de qualidade e equipamentos para a lavoura são essenciais e, sim, tornam-se um luxo, apenas acessível graças a ajudas da Bélgica e da Fundação Bill Clinton.

CUBA

" Em Cuba, tudo é um luxo... na ilha de Fidel Castro, um médico ganha o equivalente a cerca de 25 euros por mês e um litro de óleo vegetal custa cerca de dois euros.
Ter um pequeno automóvel, ou mesmo uma motocicleta, são perspectivas inimagináveis para a maioria dos cubanos.
O computador mais barato equivale a vários anos de salário médio."   

segunda-feira, 9 de março de 2009

CONTRASTES DE DESENVOLVIMENTO

Os contrastes de desenvolvimento no mundo são uma realidade incontornável. Este artigo, escrito na Visão de 6 de Novembro de 2008, que apresento a seguir, demonstra a extrema riqueza de um ex-líder de um país cujos habitantes vivem na miséria.
..."23 milhões de euros, preço do iate do antigo líder iraquiano, Saddam Hussein, à venda em Nice, no sul de França. O Qadisiyah Saddam, adquirido pelo ditador em 1981, tem 82 metros e está equipado com vidros à prova de bala, torneiras em ouro, uma placa para helicópteros e uma passagem secreta para um mini-submarino".
Espantoso não é?

O mapa do Carbono

As emissões de carbono estão na base do aquecimento global do planeta. Para que se possa ter uma ideia aproximada de quais são os maiores pr...