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quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

A escola discriminatória no Afeganistão e o papel das ONG's

O Afeganistão esteve sob o poder dos Talibã (estudantes de teologia) desde Setembro de 1996. Este regime e a  guerra que se abateu sobre o povo afegão, destruiram 3600 escolas afegãs, ou seja,  grande parte dos espaços que antes estavam reservados à escola. Em consequência, os Talibã  proibiram o ensino das meninas com mais de oito anos.

Apesar das melhorias evidenciadas, em Cabul, a liberdade de aprender nem sempre é respeitada. Por exemplo, a Escola de Música de Cabul, que reabriu depois de oito anos sem funcionar,  continua a não aceitar mulheres. 

Apesar das dificuldades, existe uma enorme vontade de estudar. Até as populações nómadas realçam a importância da educação das suas crianças. Os Kuchis, grupo nómada originário do norte do Afeganistão (província de Parwan), em vez de partir para o Sul, resolveram no último ano fixar-se na pequena vila Sherak para aí construir uma rudimentar escola para as suas 142 crianças. A escola de Sherak é desde então uma realidade. A UNICEF forneceu ardósias, livros e outros materiais escolares.
 Escola de meninas no Afeganistão

Escola para rapazes no Afeganistão

Mas a prova que as ONG (Organizações Não Governamentais) são determinantes na luta contra as adversidades e injustiças, deixo aqui o exemplo da AMI portuguesa, corajosa e persistente na luta pelas suas causas. Corajosa porque ir à escola no Afeganistão, sobretudo quando se é mulher, pode implicar uma sentença de morte. Nos últimos anos vários casos de envenenamento e ataques com ácido visando populações femininas estudantis foram notícia. O ultimo atentado conhecido ocorreu em Agosto passado e levou ao internamento de 59 alunas e 14 professoras de uma escola em Cabul, intoxicadas com um gás venenoso.

Perante estas adversidades a AMI portuguesa financia a escola primária Shawl Patcha, que é considerada um modelo no Afeganistão. A escolha acolhe actualmente 640 crianças e 24 professores e os padrões educativos são altos. As meninas têm aulas de manhã (com staff  feminino); os rapazes à tarde. Este ano, pela primeira vez, as raparigas superam os rapazes.

Trata-se de um caso de sucesso, apesar de a escola ter que ser policiada pelos membros da população em defesa da educação das suas crianças.

Artigo adaptado do Jornal "O Expresso", de 30 de Dezembro de 2010 e de um artigo publicado por Olga Pombo, da Faculdade da Universidade de Lisboa

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

A importância da educação no desenvolvimento das sociedades

O Acesso à educação é fundamental para a instrução de um povo e quanto maior for a sua instrução, maior é a capacidade de desenvolvimento de um país, visto possuir mão-de-obra qualificada.

Infelizmente, a nível mundial o acesso à educação não é possível para todos. Pelo contrário, muitos milhões de jovens nos países em desenvolvimento, sobretudo nas regiões mais pobres, como a África Subsariana, países Árabes e Ásia Meridional, não têm acesso à educação. As crianças começam a trabalhar desde muito jovens, na luta pela sobrevivência, e as raparigas são fortemente penalizadas pela discriminação que ainda existe nestas regiões.

Porém, fiquei deveras agradado com uma reportagem publicada por Margarida Mota, no Jornal o Expresso, sobre o sultanato omanita.

De facto, Omã é um país situado na Arábia, mais especificamente na extremidade oriental da Península Arábica, cuja capital é Mascate.  O seu território é limitado a norte pelo Golfo de Omã do qual se estendem as costas do Irão e Paquistão, a leste e sul com o Mar Arábico a oeste com o Iémen e a Noroeste com a Arábia Saudita e com os Emirados Árabes Unidos.

Localização de Omã


Essa reportagem é sobre a educação em Omã, que fica localizado numa região mundial onde o acesso à educação é muito limitado, daí a sua pertinência.

Segundo o artigo o sultanato omanita é a 'estrela' do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 2010 das Nações Unidas, visto que foi o país que mais melhorias registou.

"Omã foi, num universo de 135 países, aquele que mais progressos registou no IDH de 2010".
"...A educação formal em Omã começou apenas em 1970, ano que Qaboos bin Said subui ao trono do sultanato."
Qaboos bin Said afirmou "Mesmo que não tenhamos edifícios, temos de educar as nossas crianças, ainda que à sombra das árvores". Esta frase passou a ser um lema.
"Omã tinha apenas três escolas, frequentadas por 900 crianças - todas do sexo masculino - , não havia currículos nacionais e os professores eram contratados nos países vizinhos.
Qaboo elegeu os recursos humanos como o maior recurso e o maior activo de Omã e encetou um programa de modernização e abertura ao exterior.
... Hoje, o sultanato tem à volta de 1300 escolas (públicas e privadas) e as crianças começam a aprender inglês e informática na escola primária. Rapazes e raparigas têm as mesmas oportunidades no acesso à educação."

Hoje Omã é um país diferente, e após a qualificação dos seus recursos humanos consegue, segundo o relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), uma esperança média de vida de 76,1 anos de idade, por exemplo superior à do Brasil (72,9), próxima da de Portugal com 79,1.

Também, relativamente à defesa da igualdade entre homens e mulheres Qaboos se destacou com a seguinte frase 'o país é como um pássaro, uma asa é feminina e a outra é masculina, e não pode voar sem as duas'. Assim, as mulheres omanitas estão hoje no mesmo patamar dos homens, têm direito ao voto, desde que o mesmo foi instituído no país e ocupa altos cargos ministeriais e diplomáticos ou são empresárias, sem qualquer tipo de retaliação salarial.

Esta é, certamente, uma lição a estudar por muitos países.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Frequência do ensino superior em Portugal

Segundo o relatório do Conselho Nacional de Educação (CNE), em 2009 perto de 400 mil alunos frequentaram cursos superiores. Trata-se de um crescimento muito considerável se tivermos em conta que na década de 70 eram apenas 80 mil, representando uma quintiplicação dos valores, o que também representa o aumento da frequência por parte dos adultos.
Para tal, contribuiu o número de licenciaturas, mestrados e doutoramentos em oferta, que chegaram aos 5000.

De qualquer das formas, a União Europeia (UE) pretende metas superiores e pretende atingir 40% de licenciados entre os jovens  dos 30 aos 34 anos de idade até 2020. Portugal ainda só atingiu metade desse valor.

O mapa do Carbono

As emissões de carbono estão na base do aquecimento global do planeta. Para que se possa ter uma ideia aproximada de quais são os maiores pr...