sexta-feira, 6 de janeiro de 2017
quinta-feira, 15 de dezembro de 2016
Furacão Matthew

O furacão Matthew atingiu o solo no sudeste da Carolina do Sul na manhã deste sábado (8), informou o Centro Nacional de Furacões (NHC) dos Estados Unidos. Isso significa que o olho do furacão começou a mover-se sobre a terra, provocando uma tempestade que, apesar de enfraquecida, ainda causa estragos na região. Até então, o olho do furacão estava-se a mover sobre o oceano, e passou pela costa dos estados da Flórida e da Geórgia.
Pelo menos 11 pessoas morreram na passagem do furacão pelo país. Três na Geórgia, outras três na Carolina do Norte e cinco na Flórida, incluindo uma pessoa que morreu de ataque cardíaco durante a tempestade.
Espera-se que Matthew chegue à Carolina do Norte à noite, antes de voltar para o mar.
Antes, o furacão passou pela região do Caribe e causou maior destruição no Haiti, onde centenas de pessoas morreram. O último balanço da Defesa Civil, divulgado na manhã deste sábado, apontava 336 mortos. No entanto, autoridades locais disseram à agência Reuters que foram mais de 840 mortes.
Na manhã deste sábado, o Matthew foi reclassificado para a categoria 1 (numa escala que vai até 5), quando a velocidade dos ventos caiu para menos de 135 km/h. Quando atingiu o Haiti, o furacão era classificado com a categoria 4. Perto da Flórida, já tinha caído para a categoria 3 e, em seguida, para a categoria 2.
Inundações e falta de luz
Na Carolina do Sul, o furacão atingiu o solo perto da cidade de McClellanville, a norte de Charleston, de acordo com o NHC, que alertou que um "evento grave de inundação" estava a ocorrer na área. Em Charleston, as ruas do centro da cidade estavam a inundar até a altura dos pneus dos carros, e alguns moradores andavam pelas ruas com a água ao nível das costa, enquanto a maré alta se aproximava.
As autoridades do estado ordenaram a evacuação de 300 mil a 500 mil pessoas de áreas de risco para refúgios em áreas mais no interior, embora isto "não seja suficiente", segundo a governadora Nikki Haley.
O furacão também deixou milhares de casas e empresas no sudeste dos Estados Unidos sem energia elétrica. Na Flórida, um milhão de pessoas permanecem sem energia, segundo o governador, Rick Scott. Na Carolina do Sul, 433 mil estão na mesma situação, segundo a governadora Nikki Haley, e na Georgia são 275 mil sem energia.

Árvore arrancada do solo em Savannah, na Georgia (Foto: Drew Angerer/Getty Imagens North America/AFP)
As estradas em Jackson Beach, na Flórida, ficaram cheias de entulho e madeira. Cercas e toldos foram derrubados em edifícios em frente ao mar.
O governador Rick Scott, da Flórida, disse que mais de 6 mil pessoas passaram a noite em abrigos entre sexta e sábado, mas ele mostrou-se aliviado pelo fato de a tempestade não ter provocado maiores danos.

Morador verifica os danos na sua casa após passagem do furacão na Flórida (Foto: Reuters/Phelan Ebenhack)

Devastação no Haiti
Na região do Caribe, a passagem do Matthew com ventos de até 230 km/h causou grande destruição no Haiti, especialmente na parte do sul do país, que é o mais pobre das Américas. Milhares de casas foram destruídas, e cidades ficaram inundadas. As mortes ainda não foram calculadas, mas estima-se que ultrapassem as 800 vítimas.
"Considerando as dificuldades de acesso a certas zonas e, sobretudo, as dificuldades de comunicação, não podemos dar um balanço definitivo antes de quarta-feira (12)", disse à AFP a diretora de Defesa Civil, Marie-Alta Jean-Baptiste.
Algumas autoridades locais das zonas afetadas estimam que o balaço oficial, de 336 mortos, é subestimado. Segundo o senador Hervé Fourcand, o furacão Matthew causou a morte de pelo menos 400 pessoas no departamento Sul, que ele representa, enquanto que a Defesa Civil só contabilizou 78 mortes neste local.
"Somos muito prudentes frente a certos números que vemos circular, sem que necessariamente saibamos quem os comunicou e sem que tenhamos detalhe sobre as circunstâncias das mortes", comentou Jean-Baptiste.
As cidades de Miragoâne, Les Caye e Jeremie, todas ao sul, ficaram isoladas e foram totalmente devastadas.
Diante da dimensão das perdas humanas e materiais, o presidente provisório Jocelerme Privert decretou neste sábado (8) três dias de luto nacional, pouco antes de embarcar para a cidade de Jérémie, capital do departamento de Grande Anse, o mais atingido pelo desastre.
Na região do Caribe, o furacão também passou pela Republica Dominicana, onde quatro pessoas morreram, por Cuba e pelas Bahamas, de onde seguiu para o sudeste dos EUA.

Imagem aérea da cidade de Jeremie, no oeste do Haiti, devastada pelo furacão Matthew (Foto: Nicolas Garcia / AFP)
Adaptado Do G1, em São Paulo, 08/10/2016
Os furacões mais mortíferos na América nas últimas décadas Sandy, Katrina, Ingrid, Hanna... veja lista de furacões poderosos. Em 2004, tempestade Jeanne deixou 3.000 mortos no Haiti.
O poderoso furacão Matthew, que avançou em direção ao estado americano da Flórida depois de ter causado a morte de mais de 100 pessoas no Haiti, é a mais recente tempestade violenta a atingir o continente americano.
Alguns antecedentes na região nas últimas duas décadas:

Menino caminha em bairro onde pessoas morreram no desabamento de uma casa após furacão Ingrid (Foto: Jacobo Garcia/Reuters)
Em meados de setembro, as tempestades Manuel, na costa do Pacífico, e Ingrid, na costa atlântica do Golfo do México, causaram chuvas torrenciais que afetaram 22 dos 32 estados mexicanos. Pelo menos 157 pessoas morreram e 1,7 milhões perderam suas casas.
Estrada na Carolina do Norte danificada após a passagem da supertempestade Sandy em Rodanthe. (Foto: Steve Earley/The Virginian-Pilot/AP)
Em 29 de outubro, o furacão Sandy atingiu o estado de Nova Jérsei antes de atravessar a cidade de Nova York, com ventos com força de furacão numa região densamente povoada. Deixou cerca de 200 mortos, incluindo 40 em Nova York, provocou inundações maciças e danificou as infraestruturas da cidade. Antes de atingir os Estados Unidos, tinha afetado a região do Caribe, causando 54 mortes no Haiti e 11 em Cuba.
Em 3 de setembro, o furacão Hanna atingiu o Haiti, deixando pelo menos 500 mortos. A passagem sucessiva das tempestades Fay, Gustav, Hanna e Ike deixou um total de 1.100 mortos e desaparecidos no período de um mês.
2005, Estados Unidos: Katrina

Mais de 1.800 pessoas morreram ao longo da Costa do Golfo dos Estados Unidos entre 29 e 30 de agosto, quando o furacão Katrina chegou a terra. Um milhão de pessoas foram evacuadas, e os custos financeiros da tragédia ultrapassaram 150 biliões de dólares.
As inundações causadas pelo furacão Jeanne entre 17 e 19 de setembro deixaram mais de 3.000 mortos e 300.000 pessoas sem casa.
Entre 26 de outubro e 5 de novembro, o furacão Mitch deixou mais de 9.000 mortos e desaparecidos e 2,5 milhões de pessoas ficaram sem as suas casas, a maioria nas Honduras e na Nicarágua, dois dos países mais pobres da América Latina. O fenómeno foi acompanhado, ainda, pela erupção de um vulcão no noroeste de Manágua.
Da France Presse
domingo, 4 de dezembro de 2016
A desertificação é um assassino silencioso
Vídeo produzido pela ONU alerta para a ameaça de desertificação em todo o planeta.
segunda-feira, 28 de novembro de 2016
Duas décadas de confronto na RD Congo fizeram quatro milhões de órfãos
Mais de quatro milhões de crianças perderam pelo menos um dos pais na República Democrática do Congo nas últimas duas décadas, vítimas de um ciclo continuado de violência, escreve hoje a agência Associated Press (AP). Mais de 26 milhões de órfãos vivem no África Ocidental e Central, onde a República Democrática do Congo está situada -- o segundo maior número no mundo, a seguir ao Sul da Ásia, de acordo com as Nações Unidas. Essas crianças cresceram no seio de confrontos alimentados por conflitos étnicos e pela luta por recursos minerais valiosos.
Por Lusa|04:59
domingo, 27 de novembro de 2016
Doc: Sandy: Um Rastro de Destruição (Dublado) National Geographic
Conheça as histórias relacionadas com a tempestade mais forte de que se tem notícia e que assolou Nova Iorque. Veja como uma estranha combinação de fenómenos naturais conduziu experiências que alteraram a vida daqueles que sofreram a sua fúria e presenciaram o levantamento de árvores, veículos arrastados pela água e bairros inteiros em chamas. Analisamos cientificamente este enorme choque de sistemas meteorológicos mostrando o que acontece quando um furacão tropical se encontra com uma frente fria sobre a região mais densamente povoada dos Estados Unidos. Será só o começo de um pesadelo que a população mundial enfrentará em função de mudanças climáticas?
Furacões | National Geographic
Breve documentário produzido pela National Geographic sobre a formação de um furacão.
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