quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Portugal no top 10 dos países com melhor desempenho climático

Portugal subiu sete lugares em relação a 2015. A França é o país mais bem classificado.


Foto de FADEL SENNA/AFP

Portugal subiu sete posições no Climate Change Performance Index (CCPI), que foi nesta quarta-feira apresentado na 22.ª Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (COP22), que está a ter lugar na cidade marroquina de Marraquexe.

Portugal ficou classificado em 11.º lugar entre 58 países industrializados, sendo que os três primeiros lugares não foram atribuídos por se considerar não haver, por agora, nenhum país merecedor do pódio no que respeita à protecção do clima. Daí poder-se afirmar que Portugal, que no ano passado ocupava a 18.º lugar, ocupa em 2016 a oitava posição.

O CCPI é da responsabilidade da organização não-governamental de ambiente GermanWatch e da Rede Europeia de Acção Climática, da qual faz parte a portuguesa Zero – Associação Sistema Terrestre Sustentável.

Esta é uma classificação que compara o desempenho dos países industrializados que, no total, são responsáveis por mais de 90% das emissões de dióxido de carbono associadas à energia. O objectivo do índice, segundo revela a Zero em comunicado, “é aumentar a pressão política e social, nomeadamente nos países que têm esquecido o trabalho nacional no que respeita às alterações climáticas”.

Tal como no ano passado, há, na opinião dos peritos, “uma insatisfação generalizada em relação às medidas tomadas por cada país para assegurarem, à escala global, um aumento de temperatura inferior a 2,0/1,5ºC em relação à era pré-industrial” acordado em Paris em Dezembro de 2015, “havendo também uma opinião muito crítica em relação ao nível de ambição da União Europeia”.

A França, na 4.ª posição, lidera o índice pela primeira vez, resultado da diplomacia que permitiu o Acordo de Paris no ano passado. A Suécia (5.ª) e o Reino Unido (6.ª) “beneficiam ambos de políticas climáticas promissoras estabelecidas por governos anteriores”. Já Marrocos (posição 8), anfitrião este ano da COP22, “continuou a sua tendência ascendente no CCPI 2017. Com investimentos muito significativos em energias renováveis e objectivos ambiciosos a médio e longo prazo, Marrocos é um líder em África”.

“O CCPI deste ano confirma que muitos países da União Europeia (UE), incluindo o Reino Unido, a Suécia, a Dinamarca e a Alemanha, correm o risco de perder o seu papel de liderança no desenvolvimento de energias renováveis. A Dinamarca, líder do índice dos últimos quatro anos, já está a enfrentar as consequências da inversão da sua política climática com uma queda dramática que a coloca em 13.º lugar este ano”, revela ainda Zero.

A subida de Portugal na CCPI deve-se a diversos factores: as emissões do país e as emissões per capita ficaram praticamente no mesmo nível em relação à avaliação do ano passado; nas tendências de emissões, “há uma penalização no sector da produção de electricidade e calor, em grande parte pelo peso que o uso de carvão (eficiente do ponto de vista económico, mas particularmente ineficiente do ponto de vista ambiental) nas centrais térmicas portuguesas continua a ter neste sector”. Já o tráfego rodoviário apresenta uma melhoria, “consequência dos elevados preços dos combustíveis em 2014 que levaram a uma redução do consumo”.

No respeitante às energias renováveis, “há uma melhoria muito significativa pelo maior peso que estão a ter na energia primária, havendo porém também uma forte penalização pelo recente desinvestimento nesta área, face ao crescimento que se estava a verificar”. Quanto à eficiência energética, a cotação é praticamente a mesma em termos de nível de eficiência, “mas há uma melhoria em relação à tendência recente, provavelmente associada à redução de gastos energéticos circunstanciais relacionados com a crise económica dos últimos anos”.

Por fim, Portugal melhora muito na política climática internacional, nomeadamente por ter sito dos primeiros países a ratificar o Acordo de Paris, “mas é penalizado no que respeita à política climática nacional, por se revelar pouco ambicioso em relação aos objectivos possíveis a atingir, ficando-se por compromissos que praticamente já atingiu”, acrescenta a Zero.

A COP22, que termina na sexta-feira, tem como principal objectivo colocar no terreno o histórico acordo de Paris, o primeiro grande acordo global para a redução das emissões de dióxido de carbono. Um já ratificado por 103 dos 197 signatários e que entrou em vigor no dia 4 deste mês.

Um dos principais compromissos que os países assumiram em Paris visa limitar a subida da temperatura "bem abaixo dos 2 graus Celsius" relativos à era pré-industrial e a "continuar os esforços para limitar o aumento da temperatura a 1,5 graus Celsius".

Nesta quarta-feira e até sexta-feira, em Marraquexe, os países vão começar a discutir a forma como os países desenvolvidos ou em desenvolvimento vão ajudar financeiramente os países mais pobres para cumprirem o acordo em Paris relativamente às políticas climáticas.

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Pneumonia e diarreia matam 1.4 milhões de crianças por ano – mais do que todas as outras doenças infantis juntas

Os líderes mundiais reunidos na COP22 têm a oportunidade de assumir compromissos que ajudarão a salvar a vida de 12.7 milhões de crianças até 2030

 A pneumonia e a diarreia juntas matam 1.4 milhões de crianças por ano. A esmagadora maioria destas crianças vivem em países de baixo e médio rendimento. Estas mortes infantis continuam a ocorrer apesar de ambas as doenças serem amplamente preveníveis através de soluções simples e de baixo custo, tais como amamentação exclusiva, vacinação, cuidados de saúde primários de qualidade e redução da poluição do ar no interior das habitações. 

Estas conclusões fazem parte de um novo relatório da UNICEF lançado hoje – ‘One is Too Many: Ending Child Deaths from Pneumonia and Diarrhoea’ (Uma é demasiado: Pôr fim à morte de crianças devidas à pneumonia e diarreia).

A pneumonia continua a ser a principal causa de morte de crianças menores de cinco anos, tendo ceifado a vida de perto de um milhão de crianças em 2015 – aproximadamente uma criança a cada 35 segundos – e mais do que a malária, a tuberculose, o sarampo e a SIDA juntos. 

Aproximadamente metade de todas as mortes de crianças por pneumonia estão ligadas à poluição do ar, um facto que os líderes mundiais devem ter bem presente durante o debate em curso na conferência COP 22, sublinha a UNICEF. “Temos provas claras de que a poluição do ar ligada às alterações climáticas está a prejudicar a saúde e o desenvolvimento das crianças, provocando pneumonias e outras infecções respiratórias,” afirmou Fatoumata Ndiaye, Directora Executiva Adjunta da UNICEF. “Dois mil milhões de crianças vivem em zonas onde a poluição do ar excede os padrões internacionais, e muitas delas adoecem e morrem como resultado. Os líderes mundiais que participam na COP22 podem ajudar a salvar a vida de crianças comprometendo-se a tomar medidas para reduzir a poluição do ar associada às alterações climáticas e acordando em investir na prevenção e nos cuidados de saúde,” disse Fatoumata Ndiaye. 

Como a pneumonia, os casos de diarreia entre crianças podem, frequentemente, estar associados a níveis de precipitação mais baixos decorrentes das alteações climáticas. A disponibilidade reduzida de água potável deixa as crianças em risco acrescido de doenças diarreicas e de sequelas ao nível físico e do desenvolvimento cognitivo. Cerca de 34 milhões de crianças morreram de pneumonia e diarreia desde 2000. 

Sem maior investimento em medidas-chave de prevenção e tratamento, a UNICEF estima que mais 24 milhões de crianças venham a morrer de pneumonia e diarreia até 2030. “Estas doenças têm um enorme impacto na mortalidade infantil e o seu tratamento tem um custo relativamente baixo,” afirmou a Directora Executiva Adjunta da UNICEF. “Contudo, continuam a receber apenas uma pequena parcela do investimento global em saúde, o que não faz nenhum sentido. Esta é a razão pela qual apelamos a um maior investimento global para intervenções de protecção, prevenção e tratamento que sabemos que são eficazes para salvar vida de muitas crianças.” 

A UNICEF recomenda também um maior financiamento nos cuidados de saúde infantis em geral e que uma particular atenção a grupos de crianças especialmente vulneráveis à pneumonia e à diarreia – as mais pequenas e as que vivem em países de baixo e médio rendimento. 

O relatório mostra que:  

  • Cerca de 80 por cento das mortes de crianças ligadas à pneumonia e 70 por cento das que estão associadas à diarreia ocorrem durante os dois primeiros anos de vida: 
  •  Ao nível global, 62 por cento das crianças menores de cinco anos vivem em países de baixo e médio rendimento, mas representam mais de 90 por cento dos casos de morte devido a pneumonia e diarreia no mundo. 
MARRAQUEXE, Marrocos, 11 de Novembro de 2016

Hans Rosling em crescimento populacional mundial.

A população mundial vai crescer para 9 bilhões nos próximos 50 anos - e somente elevando o padrão de vida dos mais pobres nós poderemos corrigir o crescimento populacional. Esta é a resposta paradoxal que Hans Rosling revela no TED@Cannes usando tecnologia colorida para mostrar os novos dados. A não perder!



sábado, 5 de novembro de 2016

Seremos História? (Before the Flood) - Documentário Legendado

O documentário de Fisher Stevens traz o Mensageiro da Paz da ONU, Leonardo DiCaprio, que nos levará à linha de frente da batalha contra as mudanças climáticas. O ator conversa com algumas das pessoas mais proeminentes na causa como Barack Obama, o ex-presidente Bill Clinton, o Secretário de Estado John Kerry, o Secretário Geral da ONU Ban Ki-moon e o Papa Francisco.




Portugueses “perderam” três anos de vida saudável. Mulheres estão pior

Aos 65 anos, os portugueses podem esperar viver apenas mais sete anos sem incapacidades. Em média, as portuguesas têm só mais 5,6 anos sem doenças.

É um dado que está a intrigar e a preocupar os especialistas: os portugueses “perderam” cerca de três anos de esperança de vida saudável em 2014 face ao ano anterior, fenómeno que os responsáveis da Direcção-Geral da Saúde (DGS) vão investigar para tentar perceber o que aconteceu e, eventualmente, rever as ambiciosas metas que tinham traçado para 2020.

As mulheres foram as mais afectadas por esta espécie de hecatombe estatística: aos 65 anos (e estamos a falar de médias, claro), podiam esperar viver apenas mais 5,6 anos sem incapacidades, enquanto aos homens aguardava-os um cenário mais desafogado - 6,9 anos sem doença ou limitações de longa duração. São os dados mais recentes do Eurostat (gabinete de estatísticas da União Europeia) que encheram de surpresa e de consternação os responsáveis da DGS.

Recentemente actualizados pelo Eurostat com dados de 2014, os números deixam Portugal -  que já não estava em boa situação na comparação com os países mais avançados - muito mal na fotografia. Como a esperança de vida não pára de aumentar, vivemos mais tempo, mas o problema é que o vivemos com menos saúde. 

Foto de NUNO FERREIRA SANTOS
As mulheres estão em pior situação. 

Com uma esperança de vida superior à dos homens, vão passar a maior parte dos seus anos de reforma com doenças e incapacidades várias. Sem qualidade de vida, portanto, e na cauda da União Europeia, no que a este indicador diz respeito. Em 2014, em pior situação do que a nossa encontravam-se apenas as mulheres da Letónia e da Eslováquia.

Cenário coloca em causa meta para 2020

Ainda que seja olhado com reservas por alguns especialistas, o indicador esperança de vida saudável (ou anos de vida saudável) tem sido cada vez mais utilizado e invocado pelos responsáveis políticos e pelas autoridades de saúde. Foi mesmo introduzido no Plano Nacional de Saúde (PNS) pela primeira vez em 2015, integrando o grupo das quatro prioridades a trabalhar até 2020.

Os responsáveis da DGS tinham definido como meta para 2020 um aumento em 30% deste indicador. Na prática isto implicaria que passássemos de cerca de nove anos de vida saudável após os 65 (a média que tínhamos atingido em 2013) para 12 anos de vida sem incapacidades em 2020. Mas a quebra de 2014 alterou completamente este cenário.




Sublinhando que desconhecia os dados actualizados pelo Eurostat, o director executivo do PNS, Rui Portugal, considerou-os “surpreendentes” e garantiu que vai tentar perceber se isto pode justificar-se com “os cálculos ou a informação fornecida”. Mas sublinhou, desde logo, que está “muito preocupado” com a diferença entre homens e mulheres - que já era grande e ainda se acentuou em 2014. “É um desastre”, lamentou.

Quanto às metas para 2020, admite que terão eventualmente que ser corrigidas, mas também nota que fazer isto “a meio do campeonato” é complicado. “Vivemos mais, mas vivemos mal, ou pior do que poderíamos viver, nos últimos anos de vida. É um envelhecimento duro. Viver muitos anos não chega”, frisa o médico.

“Será que este indicador é um reflexo de um agravamento geral das condições sócio-económicas do país nos últimos anos e que agora são visíveis? Se sim, por que tem um desfasamento temporal tão grande? Vamos estudar o impacte destes novos dados nas projecções”, prometem Rui Portugal e também Paulo Nogueira, que dirige o sistema de informação e análise da DGS, em resposta conjunta, enviada por email, a perguntas do PÚBLICO.

Geração com baixa escolaridade

Quanto às causas dos maus resultados neste indicador, os dois especulam que isto poderá ser “um efeito de geração”. Porque “a geração que hoje tem 65 anos tem níveis de escolaridade relativamente baixas e exerceu profissões manuais com repercussões em termos de saúde” e quem “iniciou trabalho nos finais dos anos 60 e início dos anos 70 tinha muito pouca assistência médica”.

O certo é que, enquanto os cidadãos de outros países europeus têm, aos 65 anos, 13, 14 e 15 anos de esperança de vida saudável, nós temos metade. O que significa que passaremos a última década de vida doentes e com vários tipos de incapacidades. “Temos que nos ir preparando para envelhecer bem. É preciso introduzir uma nova dimensão da saúde - o bem estar. Isso passa pela saúde ocupacional, as empresas são muito importantes”, recomenda Rui Portugal, que frisa que a principal carga de doença decorre da doença musculo-esquelética e dos problemas de saúde mental.

O que não foi possível apurar é se os membros do Governo que, em 17 de Outubro, decidiram  criar, por despacho, um grupo de trabalho incumbido de definir uma “estratégia nacional para o envelhecimento activo e saudável” no prazo de 180 dias, estariam já na posse destes dados. O preâmbulo é sintomático. “Apesar da esperança média de vida aos 65 anos ser de quase 20 anos, comparando bem com os países europeus com melhores indicadores, cerca desses 16 anos serão vividos sem qualidade de vida”, frisavam. Explicações para a pior situação nacional? A “elevada carga global de doença” e “a conjugação desfavorável de determinantes de saúde”, como as condições socioeconómicas, a literacia, os comportamentos em saúde, elencam.

“Este é um indicador terrível. Vivemos tantos anos como os cidadãos de países mais desenvolvidos, mas vivemos doentes”, comenta o presidente da Associação Amigos da Grande Idade, Rui Fontes. O problema é que, enquanto os países mais avançados investem na prevenção, Portugal investe “nos acamados”, critica.

Depois de ter visto surgir e desaparecer uma comissão para a política de terceira idade e um programa nacional de apoio a idosos, Maria João Quintela, vice-presidente da Sociedade Portuguesa de Geriatria, olha com prudência para a criação do novo grupo de trabalho: “Primeiro é preciso mudar mentalidades e,depois, definir políticas claras para o envelhecimento activo”.

Notícia Jornal "O Público", de 

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

São precisos 170 anos para as mulheres ganharem tanto como os homens

Em média as mulheres ganham pouco mais de metade do que os homens. Em 2015, os especialistas previam que fossem precisos 118 anos para terminar a desigualdade.



A igualdade de género em termos económicos deverá ser atingida dentro de 170 anos, prevê o Fórum Económico Mundial, um retrocesso em relação aos 118 previstos em 2015. "Ao ritmo actual, e tendo em conta o alargamento da desigualdade desde o ano passado, o fosso só deverá ser fechado dentro de 170 anos", indica o relatório de 2016.

As projecções baseadas em dados do relatório sobre as diferenças globais entre géneros de 2015 indicavam que o fosso poderia fechar-se dentro de 118 anos (em 2133). No entanto, este processo inverteu-se desde então e o período aumentou para 170 anos (2186).

O Fórum Económico Mundial, que analisa factores como educação, saúde e sobrevivência, oportunidades económicas e participação política, revela que globalmente a igualdade se situa nos 68%, mas em termos económicos a percentagem de paridade desce para os 59%, uma proporção que, ainda assim, é a melhor desde 2008.

Segundo o relatório de 2016, divulgado esta quarta-feira, as mulheres ganham, em média, pouco mais de metade do que os homens, apesar de em geral trabalharem mais horas.

O número de mulheres em postos de responsabilidade também se mantém baixo: apenas quatro países em todo o mundo têm o mesmo número de homens e mulheres a exercerem a função de deputados, funcionários de alto nível e directores, apesar de 95 países terem actualmente tantas mulheres como homens com formação universitária.

A educação é a área em que mais se avançou, com o Fórum Económico Mundial a atribui-lhe 95% em termos de igualdade. Apesar de uma ligeira deterioração, saúde e sobrevivência contabilizam 96%.

"Dois terços dos 144 países incluídos no relatório deste ano podem gabar-se de ter acabado completamente com a desigualdade de género no que toca à proporção de géneros no nascimento, enquanto mais de um terço fez fechar o fosso totalmente em termos de esperança de vida saudável", destaca o relatório.

O sector em que a diferença de género é mais pronunciada, o empoderamento político, é também aquele em que se verificaram mais desenvolvimentos desde que o Fórum Económico Mundial começou a medir a desigualdade de género, em 2006.

Nesta área, a igualdade de género situa-se agora em 23%, mais 1% que em 2015 e quase 10% mais elevado que em 2006 - segundo o método do Fórum, quanto mais elevada a percentagem, menor a desigualdade.

No entanto, as melhorias acontecem tendo pontos de partida muito reduzidos: apenas dois países alcançaram paridade parlamentar e apenas quatro em cargos ministeriais.

O Fórum salienta que há "países que começam a disputar a tradicional hegemonia das nações nórdicas no 'ranking' da igualdade de género".

Apesar de os quatro primeiros lugares, em termos de igualdade de género, pertencerem à Islândia, Finlândia, Noruega e Suécia, o quinto país mais bem colocado no índice global é o Ruanda, que ultrapassa a Irlanda, em sexto lugar.

Na lista de 144 nações, Portugal fica em 31.º lugar, mas desce de posição nos índices de participação e oportunidade económica (46.º), formação académica (63.º), saúde e sobrevivência (76.º) e empoderamento político (36.º).

Após a Europa e a América do Norte, a região com maior igualdade de género é a América Latina e o Caribe, com 70%, bem como a Europa de Leste e a Ásia Central.

A Ásia Oriental e o Pacífico conseguiram 68% de igualdade de género. Quatro países da África Subsariana - Ruanda (5.º), Burundi (12.º), Namíbia (14.º) e África do Sul (15.º) - encontram-se nos primeiros 20 lugares, colocando a região na segunda posição, atrás da Europa Ocidental. A região pior situada (com 61% de igualdade de género) é o Médio Oriente e o Norte de África.

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Em 2060, será este o país mais populoso do Mundo

O Mundo está sempre a mudar, e a um ritmo alucinante. Nos anos 50 do século passado, os dados das Nações Unidas contavam uma população de cerca de 2,5 mil milhões. Atualmente, são quase 7,5 mil milhões e as expectativas apontam para 9,7 mil milhões, em 2050. Por esta altura, em meados do século XX, a China era casa para 500 milhões de pessoas e, tal como atualmente, é o país mais populoso do Mundo, seguido da Índia e dos Estados Unidos. 

No entanto, segundo uma publicação do Wold Economic Forum, do passado dia 20, e de acordo com as tendências atuais, a lista dos países mais populosos poderá ser bastante diferente em 2060.  Esta animação, criada por Aron Strandeberg, baseada nos dados das Nações Unidas, mostra o crescimento da população de 12 países — os mais populosos — entre 1950 e 2060. 

 Veja a animação em: 

https://www.dinheirovivo.pt/economia/em-2060-este-pais-sera-o-mais-populoso-do-mundo/?utm_source=Push&utm_medium=WebApp


Ao longo das últimas décadas, a China permaneceu como o líder deste ranking, mas é expectável que venha a ser ultrapassada pela Índia, em 2022. As previsões apontam para que, em 2020, ou seja daqui a menos de quatro anos, a população deste país atinja 1,383 mil milhões de cidadãos, que compara com a os 1,4 mil milhões da China. Mas, apenas oito anos mais tarde, é esperado que existam, na Índia mais 100 milhões de pessoas, enquanto a população da China apenas deverá aumentar 1,4 milhões. 

Fotografia: REUTERS/Jitendra Prakash


Além destes dois países asiáticos, há um outro que se distinguirá no Mundo, pelo rápido crescimento: a Nigéria. Os dados mostram uma população de 37 milhões, em 1950, contra mais de 182 milhões, em 2015. 

país


A Nigéria tem uma elevada taxa de fertilidade e uma população muito jovem, pelo que a sua expansão continuará a ser rápida, devendo, de acordo com estas previsões, superar os Estados Unidos e tornar-se no terceiro país mais populoso do Mundo, isto em 2060. Já o Brasil, ao contrário do que tem sido hábito, assistirá a um envelhecimento da população, pelo que deixará de ser um dos países mais populosos do Mundo. 

Em relação aos países europeus, que eram, em 1950, dos mais populosos do Mundo (Reino Unido, Alemanha e Itália, por exemplo), deixaram de figurar no TOP 12. Também a Rússia, o quarto em 1950, desaparecerá da lista por volta de 2040. 

Fonte: www.dinheirovivo.pt, por Sílvia Oliveira, 20-09-16