quarta-feira, 2 de março de 2016

2011 Energias renováveis em Portugal, Reportagem RTP Linha da Frente J...



Observa atentamente o vídeo que representa a última grande reportagem sobre as energias renováveis em Portugal.


Energias renováveis funcionamento

A infografia que se segue demonstra a forma de funcionamento da energias renováveis, no que diz respeito à produção de energia elétrica.

Clica na imagem abaixo e vê o funcionamento de cada uma das energias alternativas representadas. Podes também consultar as informações disponíveis acerca de cada uma delas.

http://ultimosegundo.ig.com.br/ciencia/as+alternativas+da+energia/n1237597605585.html

Fonte: ultimosegundo

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Pegada Ecológica

O uso excessivo de recursos naturais, o consumismo exagerado, aliado a uma grande produção de resíduos, são marcas de degradação ambiental das sociedades humanas atuais que ainda não se identificam como parte integrante da Biosfera.

Foi a pensar na dimensão crescente das marcas que deixamos e na forma de quantificá-las, que os especialistas William Rees e Mathis Wackernagel desenvolveram, em 1996, o conceito de Pegada Ecológica.

A Pegada Ecológica foi criada para nos ajudar a perceber a quantidade de recursos naturais que utilizamos para suportar o nosso estilo de vida, onde se inclui a cidade e a casa onde moramos, os móveis que temos, as roupas que usamos, o transporte que utilizamos, o que comemos, o que fazemos nas horas de lazer, os produtos que compramos, entre outros. 

 A Pegada Ecológica não procura ser uma medida exata mas sim uma estimativa do impacto que o nosso estilo de vida tem sobre o Planeta, permitindo avaliar até que ponto a nossa forma de viver está de acordo com a sua capacidade de disponibilizar e renovar os seus recursos naturais, assim como absorver os resíduos e os poluentes que geramos ao longo do anos.

No conceito de Pegada Ecológica está implícita a ideia de que dividimos o espaço com outros seres vivos e um compromisso geracional, isto é, “capacidade de uma geração transmitir à outra um planeta com tantos recursos como os que encontrou” (Relatório Brundtland).
Fonte: Quercus
 
Calcula aqui a tua Pegada Ecológica
 
 

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Distribuição e densidade populacional.

Considera-se densidade populacional a relação entre o número de habitantes e a superfície do território. Expressa-se normalmente em habitantes por Km2.

Assim, a densidade populacional de um país não se relaciona apenas com a sua população total, mas também com a área que ela ocupa.

É no hemisfério Norte (que possui cerca de 70% das terras emersas do planeta) que se concentram cerca de 90% da população mundial, estando 75% da população nas latitudes compreendidas entre 20º N e 60º N.

Observa o vídeo seguinte para ficares com uma ideia geral acerca da densidade populacional e alguns fatores que a influenciam.

7 mil milhões: Como nos tornamos tantos e tão rapidamente?

Foi aproximadamente há dois séculos atrás que a população global atingiu o primeiro bilião de habitantes - 1804.
 
Porém, os avanços na medicina, na produção agrícola resultaram na diminuição da taxa de mortalidade, aumentando dramaticamente a população mundial.
 
O aumento da qualidade de vida e de cuidados de saúde abrangeu também os países menos desenvolvidos, diminuindo a mortalidade, porém também a natalidade começou a diminuir, resultando num crescimento populacional, de futuro, mais moderado.
 
As estimativas das Nações Unidas prevêm que a população mundial atinja, aproximadamente, os 10,1 mil milhões de habitantes no ano 2100, prevendo-se, de seguida um declíneo da população mundial. No entanto, este tipo de previsão é falível e as variações da taxa de fecundidade podem levar a que a população mundial atinja os 15 mil milhões de habitantes.




Produzido por Adam Cole
Cinematografia de Maggie Starbard

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Por que a China aboliu a regra do filho único em 2 gráficos

Um bebê chinês no colo da mãe participa de manifestação em Pequim, China, em 16 de setembro de 2012
Um bebê chinês no colo da mãe participa de manifestação em Pequim, China, em 16 de setembro de 2012.


A China abandonou a política de filho único e vai permitir que os casais tenham dois filhos.

A decisão, tomada pelo comité central do Partido Comunista e comunicada pela agência estatal Xinhua, tem como objetivo "balancear o desenvolvimento populacional e enfrentar o desafio de uma população que envelhece".

A decisão não surpreende, mas representa o fim de uma era. A política do filho único foi imposta em 1979, quando a taxa de fertilidade era de 2,81 filhos por mulher e o governo temia que o crescimento populacional fosse fugir do controle.

Poucas exceções eram permitidas e a fiscalização era intensa. No longo prazo, a preferência pelo sexo masculino gerou um excedente de homens solteiros que deve chegar a 30 milhões já em 2020 e causa tensões sociais.

"Isso não tem paralelo no mundo e talvez seja um dos exemplos mais draconianos de engenharia social já vistos", diz Feng Wang, do centro de política pública Brookings-Tsinghua.

Em 2013, a taxa de fertilidade já havia caído para 1,17 filho por mulher, abaixo do nível de renovação de gerações, e o governo começou a flexibilizar a regra - mas não conseguiu atingir a meta de gerar 2 milhões de novos nascimentos desde então.

A preocupação é económica: o boom demográfico do país já passou. Veja no gráfico: a azul estão os jovens, na cor salmão estão aqueles em idade de trabalhar e a verde estão os idosos.






Esta situação significa que há cada vez menos jovens a 'sustentar' cada vez mais idosos. É o desafio das pensões, generalizado nos países desenvolvidos e que agora chega aos emergentes. 

Veja a evolução da taxa de dependência (proporção entre aqueles com mais de 65 anos e aqueles entre 15 e 64 anos) na China e no Leste Europeu:


"A política do filho único, estendida por tempo demais, significou que o apoio aos idosos ficou cada vez mais escasso. Com uma rede de proteção social insuficiente, a poupança pessoal cresceu como forma de guardar para a reforma", diz um relatório recente do Morgan Stanley.

"Apesar de uma proporção maior dos idosos trabalhar na Ásia do que na Europa ou na América do Norte, o aumento da longevidade vai aumentar a taxa de dependência na China e em outros lugares. O resultado será um declínio na taxa de poupança pessoal e no balanço de conta corrente da China - o que já começou a acontecer".

O desenvolvimento vertiginoso da China nas últimas décadas foi baseado num modelo de muita poupança e investimento.

Só que essa situação chegou ao limite e a China está a desacelerar. As reformas no país, incluindo o fim da política do filho único, são tentativas de caminhar para um modelo com mais ênfase em consumo, serviços e inovação.

Adaptado da Revista Exame.com, João Pedro Caleiro.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Taxa de mortalidade infantil no mundo baixou para metade em 25 anos

As taxas de mortalidade infantil no mundo desceram para metade em 25 anos mas a meta global do Objetivo de Desenvolvimento do Milénio (ODM) ficou muito aquém de ser cumprida, refere um relatório da UNICEF hoje divulgado.
 
 


O documento enviado à agência Lusa indica que o número de mortes de menores de cinco anos diminuiu de 12,7 milhões, em 1990, para 5,9 milhões, em 2015, o primeiro ano em que o total se irá situar abaixo do patamar dos seis milhões.

As novas estimativas que constam do relatório 'Levels and Trends in Child Mortality Report 2015' (Níveis e Tendências na Mortalidade Infantil 2015) publicado pela UNICEF, a Organização Mundial de Saúde, o Grupo do Banco Mundial e a Divisão de População da UNDESA, indicam que "apesar de os progressos globais terem sido substanciais, continua a registar-se por dia a morte de 16.000 crianças menores de cinco anos".

O relatório adianta que a descida de 53% na mortalidade dos menores de cinco anos entre 1990 e 2015 não é suficiente para cumprir o Objectivo de Desenvolvimento do Milénio para uma redução em dois terços, como estava programado.

"Temos de reconhecer que houve um progresso global enorme, em especial desde 2000, quando muitos países triplicaram a taxa de redução da mortalidade de menores de cinco anos", afirmou o adjunto do diretor-executivo da UNICEF, Geeta Rao Gupta, sobre o estudo.

No entanto, Geeta Rao Gupta considera que existe ainda um "número demasiado grande de crianças que continuam a morrer por causas evitáveis antes de completarem cinco anos de idade".

O relatório refere que o maior desafio continua a ser aquele que se situa no período do nascimento ou em torno dele, sendo que 45% do conjunto das mortes de menores de cinco anos ocorrem no período neonatal -- os primeiros 28 dias de vida.

O nascimento prematuro, a pneumonia, as complicações durante o trabalho de parto e o parto, a diarreia, a septicemia e a malária são as principais causas de crianças com menos de cinco anos. Perto de metade de todas as mortes de menores de cinco anos estão associadas à subnutrição.

O relatório sublinha que a oportunidade de uma criança sobreviver "é ainda vastamente díspar consoante o lugar onde ela nasce", sendo que a África subsariana tem a mais elevada taxa de mortalidade de menores de cinco anos no mundo com uma em cada 12 crianças a morrer antes de completar os cinco anos de vida.

Entre 2000 e 2015, a região acelerou globalmente a sua taxa anual de redução da mortalidade de menores de cinco anos para cerca de duas vezes e meia aquela que existia entre 1990 e 2000. Apesar de disporem de baixos rendimentos, Eritreia, Etiópia, Libéria, Madagáscar, Maláui, Moçambique, Níger, Ruanda, Uganda, e Tanzânia cumpriram a meta do ODM.

Aproximadamente um terço dos países do mundo -- 62 ao todo -- conseguiu de facto cumprir a meta ODM de reduzir em dois terços a mortalidade de menores de cinco anos, enquanto outros 74 reduziram as suas taxas em pelo menos metade.

O mundo no seu todo tem vindo a acelerar os progressos na redução da mortalidade de menores de cinco anos -- a sua taxa anual de redução aumentou de 1.8% entre 1990 e 2000 para 3.9% entre 2000 e 2015.

Notícia Lusa, Sic Notícias
09/09/2015