sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Carro de motor elétrico em Guimarães a partir do mês de Maio

Segundo uma notícia do Jornal de Notícias, publicada a 22 de Fevereiro de 2013, a aposta de introduzir veículos eléctricos a circular nas cidades portuguesas vai mesmo avançar. Neste domínio estamos a avançar devagar, mas são projectos como os de Guimarães que devem ser incentivados e clonados para outras cidades do nosso país. Segue-se, então, o que de mais relevante transmitia a notícia.

“ Uma empresa de Guimarães quer criar, antes do verão, uma rede de aluguer e revenda de carros elétricos. Para ajudar o ambiente e rentabilizar os 14 postos de abastecimento elétrico que ninguém usa.
Carro de motor elétrico invade Guimarães em maio
Modelo do carro elétrico projetado para Guimarães
… A ideia é que, até maio, turistas e habitantes possam alugar o "Little Four", pequeno carro elétrico, para passeios pelo "berço" ou deslocações para o trabalho. Estes são os veículos ideais para cidades como Guimarães. Quem garante é Paulo Janeiro, gerente da SMS Soluções de Mobilidade Sustentável, empresa de Fafe responsável pela montagem do veículo. "Não faz ruído e não é poluente. Para visitas turísticas e centro históricos são ideais, porque não incomodam nem deixam mau cheiro. Na questão do aluguer não têm de encher o depósito e usam-se como se fosse uma bicicleta - não se incomodam com o abastecimento. Está adaptado a este tipo de trajetos de uso em área local", explicou ao JN.

… Inicialmente, a proposta prevê a instalação do sistema de "carsharing" (em que o cliente paga o aluguer consoante o número de horas que usa) mas pode estender-se à modalidade de revenda ou aluguer por períodos alargados.

A Câmara manifestou "total abertura e disponibilidade para colaborar" com a empresa de forma a "fazer depender menos a economia dos combustíveis fósseis e ter redes alternativas energéticas mais amigas do ambiente e muito mais baratas", justificou Amadeu Portilha.

Guimarães foi uma das primeiras 25 cidades a aderir à Rede Nacional de Mobilidade Elétrica, com a primeira fase a prever a construção de 17 postos de abastecimento…”

Notícia adaptada do Jornal de Notícias de 17 de Fevereiro de 2013.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

EDP e Sonae usam telhados do Continente para dar luz a 40 mil casas

A EDP e a Sonae vão instalar 15.867 painéis solares fotovoltaicos em 46 coberturas de hipermercados Continente onde irão produzir energia suficiente que dá para abastecer 40 mil lares.
 
Neste projeto conjunto, acordado por 15 anos, a EDP será responsável pelo desenho, engenharia e instalação dos sistemas e ainda pelo investimento, que será de seis milhões de euros. Em contrapartida, a elétrica fica com a propriedade dos painéis solares durante os 15 anos, e nesse período venderá a energia à rede. Uma parte das receitas obtidas dessa venda de energia servirão para pagar à Sonae a renda cobrada pela utilização da cobertura do hipermercado.
 
Findos os 15 anos, a Soane passa a ser dona dos painéis solares e a usufruir das receitas da energia produzida na sua totalidade e, consequentemente, de poupanças na conta da luz.
 
Das 46 centrais, faltam instalar apenas seis, fazendo deste "o maior projeto solar fotovoltaico desenvolvido em Portugal e o 15º a nível europeu", disse o CEO da Sonae, Paulo Azevedo, na apresentação do projeto, hoje em Torres Vedras.
 
Com estas novas instalações feitas em parceria com a EDP, a Sonae passa a ter um total de 89 centrais fotovoltaicas instaladas nas suas lojas que produzirão, aproximadamente, 6,5 GWh por ano.
Para a EDP, este acordo vem reforçar a aposta da empresa na energia solar fotovoltaica que está incluída no plano estratégico como uma das prioridades até 2016. Neste momento, a EDP já tem "mais de mil sistemas solares fotovoltaicos instalados em residências e em empresas por todo o país", pode ler-se no comunicado enviado à imprensa.
Estas centrais de minigeração vão produzir 125 GWh de energia durante 25 anos, evitando assim a emissão de mais de 42 mil toneladas de CO2

Esta notícia publicada a 07/02/2013 na publicação online "Dinheiro vivo", demonstra o incremento da aposta da EDP na produção de energia elétrica a partir das energias renováveis, neste caso particular, de energia solar.

Esta situação demonstra, claramente, a aposta no setor das energias renováveis em Portugal e saúda-se a iniciativa.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Energia Renovavel .Parte 6 de 6 .

A energia das marés e das ondas é uma potencialidade ainda muito pouco explorada a nível internacional, apesar de se considerar que a produção de energia elétrica em função da energia cinética das águas pode gerar cerca de 25% da energia elétrica consumida a nível mundial. Existem, já, em Portugal alguns projetos pioneiros, nomeadamente ao largo de Peniche.

Energias Renováveis Oceânicas em Portugal

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Aquacultura, a solução para a pesca excessiva?

O presente vídeo levanta um conjunto de questões pertinentes acerca da aquacultura. Mas vamos, primeiramente, à definição desta atividade económica. Aquacultura ou aquicultura é a produção de peixes em viveiro, em águas salgadas (maricultura) ou em águas doces (piscicultura).

A aquacultura cresce a um ritmo muito acelerado. Desde 1970, que aumentou 9,2 %, em média, ao ano, segundo dados da Organização das Nações Unidas para a agricultura e alimentação (FAO), em 1970 a aquacultura era responsável por apenas 3,9% de todo o pescado produzido no mundo, mas em 2006 era já de 47%. Hoje em dia, estima-se que represente 50% do pescado consumido.

Poderíamos pensar que desta forma estamos a preservar os recursos piscatórios marinhos, mas afinal pode não ser bem assim. De acordo com o testemunho sobre um estudo de caso, no vídeo, para se produzir as rações que alimentam os peixes é necessário capturar duas vezes mais peixe do que aquele que é produzido em aquacultura.

Os peixes são alimentados à base de farinha de peixe e cereais.

Assim, cria-se uma situação de sobrepesca, causada pela produção de farinhas para aquacultura. Dada a gravidade da situação, não existe outra opção que não seja a procura de alternativas na alimentação do pescado produzido, recorrendo-se a plantas como a soja ou plantas marinhas, como as macroalgas, que começam a ser implantadas e podem tornar-se na solução para o problema.

Vejamos o vídeo.




É urgente acabar com a sobrepesca

O vídeo disponível neste post dá-nos uma noção da intensa depredação atual dos mares e oceanos, por força da pesca industrial, do aumento das capturas em consequência do aumento do consumo, duma cada vez maior população mundial. Este assunto obriga-nos a refletir sobre a 'velha' questão do necessário equilíbrio entre população e recursos ou desenvolvimento sustentável do planeta.

Através de ilustrações muito elucidativas, este vídeo, demonstra os efeitos nefastos, quer das modernas técnicas de pesca, quer da tão proclamada aquacultura, como salvadora da biodiversidade marinha. Senão atentemos nos seguintes indicadores avançados por investigadores:

  • Nos últimos 60 anos as reservas de peixe de maior dimensão diminuíram 90%;
  • Prevê-se o colapso (ao ritmos do consumo atual) para todos os tipos de espécies de peixe nos próximos 50 anos;
  • As maiores redes da técnica de arrasto possuem diâmetros na ordem dos 23 000 m2, o que é equivalente a 4 campos de futebol e capturam, de cada vez, mais de 500 toneladas de peixe;
  • Para se criar 1 kg. de Salmão, em regime de aquacultura, é necessário, em média, 5 kg. de peixe selvagem.


Certamente que estes indicadores darão que pensar e para motivar para a visualização do vídeo.





quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Energia Renovável . Parte 1 de 6 - Energia solar

A energia solar, proveniente do sol, é inesgotável e pode transformar-se em energia elétrica a partir de painéis fotovoltaicos.
Porém, a energia solar serve, igualmente, para aquecimento direto de edifícios, desde que devidamente orientados para rentabilizar os raios solares, reduzindo, assim, a fatura da eletricidade com equipamentos elétricos de aquecimento, como o ar condicionado, ventiladores ou convetores.
A energia solar pode, também, ser utilizada para aquecimento de águas de piscinas, habitações e sistemas de climatização de interiores de edifícios, transformando-se em energia térmica.
O vídeo, abaixo incorporado, apresenta algumas das vantagens das energias renováveis e não poluentes. Neste vídeo é abordado, como caso particular, a energia solar e a sua transformação em energia elétrica.
O vídeo apresenta o caso particular da empresa FedEx, que utiliza a energia solar como fonte energética utilizada nas suas instalações, demonstrando os benefícios do seu investimento.