Numa altura de crise económica, o Turismo continua a ser uma das maiores alternativas da criação de riqueza no país. Apesar de ser um setor económico que atravessa dificuldades, como qualquer outro, devido à diminuição do poder de compra, surgem indicadores muito interessantes e promissores para o turismo português.
A notícia que se segue é adaptada da agência Lusa e possui muitos dados estatísticos animadores para o setor. Porém, deve destacar-se que os turistas apontam como aspetos negativos os custos de vida e os serviços de saúde em Portugal. Valem as paisagens, o clima, os monumentos/museus e a gastronomia…
A maioria dos turistas que visitou Portugal ficou muito satisfeito com as suas férias e afirma querer voltar nos próximos três anos, segundo um estudo divulgado pelo Turismo de Portugal.
De acordo com o Estudo de Satisfação dos Turistas, realizado em março deste ano pela GfK Metris para o Turismo de Portugal, a maioria dos inquiridos mostrou-se "muito satisfeita" com as suas férias em Portugal (88 por cento) e afirmou pretender voltar nos próximos três anos (87 por cento).
O estudo envolveu 600 entrevistas, feitas a turistas de Espanha, Reino Unido, Alemanha, França, Holanda, Irlanda e Brasil, nos aeroportos de Lisboa, Porto, Faro e Funchal.
Entre os turistas inquiridos, 40 por cento afirmou que a viagem a Portugal ficou "acima das suas expetativas".
As paisagens, as praias, os monumentos/museus e a gastronomia são destacados, pela positiva, pelos turistas, enquanto os serviços de saúde e o custo de vida registaram índices de satisfação inferiores a 50 por cento.
As regiões mais visitadas pelos turistas são Lisboa e Porto. A capital portuguesa é mais procurada por espanhóis, holandeses e brasileiros, enquanto os franceses preferem o Porto.
Durante a estadia, a maioria dos turistas (78 por cento) afirma preferir alojamentos mais qualificados (hotel/apart-hotel/pousada), onde fica, em média, seis noites.
Entre os inquiridos, os espanhóis são os que ficaram menos noites (4,1 noites) e os brasileiros (8,8 noites).
Na maioria, os turistas ficam hospedados na mesma localidade (82 por cento). Lisboa tende a ser mais visitada pelos turistas que foram ficando hospedados em localidades diferentes (18 por cento), com destaque para os turistas brasileiros.
Durante o planeamento da viagem, a Internet é o "maior impulsionador" da escolha de Portugal como destino de férias (33 por cento), seguindo-se a recomendação de conhecidos/amigos/familiares (25 por cento).
O clima e a paisagem condicionaram a decisão final na maioria dos casos (54 por cento).
Notícia adaptada da “Lusa29 Abr, 2012”.
segunda-feira, 7 de maio de 2012
China já é o maior fornecedor do Brasil
A expansão da produção industrial chinesa é um facto incontornável da economia mundial, apesar da controvérsia sobre a concorrência desleal. Salários muito baixos e exploração de mão-de-obra infantil são muitas das acusações que são feitas. Porém, numa economia capitalista o melhor negócio impõe-se a qualquer controvérsia, seja ela de origem social, de direitos humanos ou ambiental. O lucro é o único objetivo! A notícia que se segue demonstra bem esta realidade. O Brasil que observa, igualmente, um crescimento económico e consolidação da sua indústria não consegue travar a entrada de produtos chineses no seu país.
“…O país asiático tornou-se o principal fornecedor do Brasil nos três primeiros meses deste ano, com uma fatia de 15,5% de tudo o que se importa, ultrapassando os EUA (14,6%). A China também já é o maior vendedor de máquinas e equipamentos para a indústria nacional.
A agressividade chinesa pode ser constatada na comparação com 2000, quando era apenas o 11º fornecedor do Brasil, com participação de 2,19% no total importado. Só em 2011, as compras brasileiras deram um salto de US$ 7,19 bilhões. Os chineses também já são os maiores fabricantes de três dos 12 principais itens importados pelo país este ano, além de estarem entre os dez mais em outros dois grupos.
Desde o início do governo de Dilma Rousseff, as ações na área de defesa comercial para coibir a concorrência desleal multiplicaram-se, assim como outras iniciativas para conter as importações na fronteira. Um terço das petições em análise é contra produtos chineses. A mesma proporção vale para investigações em curso e os direitos já aplicados. Esses percentuais podem ser maiores, se consideradas ações contra Indonésia, Vietname e Malásia, que têm sido usados como rota de produtos chineses para disfarçar a origem.
Máquinas chinesas permitem produção mais barata. O Brasil nunca comprou tantas máquinas da China para ampliar a indústria nacional. Impedir a entrada destes itens limitaria a capacidade das empresas de produzir com equipamentos mais baratos.
"O facto é que, sem outras formas de reduzir custos, as empresas não têm como não recorrer a essas máquinas", diz Castro.
Superavitário até 2005, o setor de máquinas no Brasil precisou importar US$ 20 bilhões a mais do que conseguiu vender ao exterior em 2011. A China já é o primeiro fornecedor do país em quantidade e o segundo em valores financeiros.
… o setor de material de construção está importando mais. Comprou US$ 7 bilhões lá fora em 2011, contra US$ 1 bilhão em 2003. A China já é quem mais vende estes materiais para o Brasil e responsável por um terço das importações.
Notícia adaptada “Da Agência O Globo”.
“…O país asiático tornou-se o principal fornecedor do Brasil nos três primeiros meses deste ano, com uma fatia de 15,5% de tudo o que se importa, ultrapassando os EUA (14,6%). A China também já é o maior vendedor de máquinas e equipamentos para a indústria nacional.
A agressividade chinesa pode ser constatada na comparação com 2000, quando era apenas o 11º fornecedor do Brasil, com participação de 2,19% no total importado. Só em 2011, as compras brasileiras deram um salto de US$ 7,19 bilhões. Os chineses também já são os maiores fabricantes de três dos 12 principais itens importados pelo país este ano, além de estarem entre os dez mais em outros dois grupos.
Desde o início do governo de Dilma Rousseff, as ações na área de defesa comercial para coibir a concorrência desleal multiplicaram-se, assim como outras iniciativas para conter as importações na fronteira. Um terço das petições em análise é contra produtos chineses. A mesma proporção vale para investigações em curso e os direitos já aplicados. Esses percentuais podem ser maiores, se consideradas ações contra Indonésia, Vietname e Malásia, que têm sido usados como rota de produtos chineses para disfarçar a origem.
Máquinas chinesas permitem produção mais barata. O Brasil nunca comprou tantas máquinas da China para ampliar a indústria nacional. Impedir a entrada destes itens limitaria a capacidade das empresas de produzir com equipamentos mais baratos.
"O facto é que, sem outras formas de reduzir custos, as empresas não têm como não recorrer a essas máquinas", diz Castro.
Superavitário até 2005, o setor de máquinas no Brasil precisou importar US$ 20 bilhões a mais do que conseguiu vender ao exterior em 2011. A China já é o primeiro fornecedor do país em quantidade e o segundo em valores financeiros.
… o setor de material de construção está importando mais. Comprou US$ 7 bilhões lá fora em 2011, contra US$ 1 bilhão em 2003. A China já é quem mais vende estes materiais para o Brasil e responsável por um terço das importações.
Notícia adaptada “Da Agência O Globo”.
segunda-feira, 12 de março de 2012
Vaga de frio em Portugal
Portugal que possui um clima predominantemente mediterrânico, possui também algumas características do clima temperado de feição marítima e de feição continental. Possui, regra geral, verões relativamente quentes e invernos com temperaturas moderadas, quando comparadas, por exemplo, com outros países da Europa.
As massas de ar que influenciam as condições meteorológicas em Portugal Continental são as massas de ar polar (provenientes do ártico e, geralmente, frias), as tropicais (provenientes dos trópicos e, geralmente, quentes), as continentais (provenientes do interior dos continentes, geralmente, secas) e as marítimas (provenientes dos oceanos, geralmente, húmidas).
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
Vaga de frio - conceito
A Europa foi assolada durante o mês de Fevereiro por uma vaga de frio polar siberiana, ou seja, da região do ártico.
O que é uma vaga de frio?
As vagas de frio são muito nocivas para o ser humano, podendo causar a morte por hipotermia, sobretudo nos idosos, crianças e pessoas mais desprotegidas.
Os impactos atingem, igualmente, a agricultura destruindo culturas, o que pode conduzir a prejuízos económicos avultados. O setor dos transportes com o encerramento de aeroportos, estradas e ferrovias prejudicam, igualmente, a circulação de pessoas e mercadorias. Os gastos com a energia, devido à necessidade de utilização intensa dos sistemas de aquecimento são avultados, provocando, por vezes, a subida do preço dos combustíveis fósseis responsáveis pela produção energética, como é o caso do petróleo.
A influência das massas de ar frio polares siberianas, extremamente frias, atingem com alguma regularidade outros países europeus, mais a sul, alterando os seus normais climáticos.
Países que, mesmo em pleno inverno, possuem temperaturas moderadas podem atingir temperaturas muito baixas chegando aos valores negativos, por vários dias consecutivos, ocasionando na maior parte das vezes queda de neve intensa.
O que é uma vaga de frio?
Considera-se vaga de frio sempre que pelo menos em 6 dias consecutivos a temperatura máxima diária seja inferior em 5º C, ou mais, ao valor normal para a época.
As vagas de frio são muito nocivas para o ser humano, podendo causar a morte por hipotermia, sobretudo nos idosos, crianças e pessoas mais desprotegidas.
Os impactos atingem, igualmente, a agricultura destruindo culturas, o que pode conduzir a prejuízos económicos avultados. O setor dos transportes com o encerramento de aeroportos, estradas e ferrovias prejudicam, igualmente, a circulação de pessoas e mercadorias. Os gastos com a energia, devido à necessidade de utilização intensa dos sistemas de aquecimento são avultados, provocando, por vezes, a subida do preço dos combustíveis fósseis responsáveis pela produção energética, como é o caso do petróleo.
A influência das massas de ar frio polares siberianas, extremamente frias, atingem com alguma regularidade outros países europeus, mais a sul, alterando os seus normais climáticos.
Países que, mesmo em pleno inverno, possuem temperaturas moderadas podem atingir temperaturas muito baixas chegando aos valores negativos, por vários dias consecutivos, ocasionando na maior parte das vezes queda de neve intensa.
Vaga de frio na Europa
A vaga de frio que atingiu a Europa este mês não foi muito diferente daquela que ocorreu em 2005, onde, por exemplo, na Roménia se atingiram as temperaturas mais baixas dos últimos 70 anos, com valores de 39º C negativos. Na altura na Sibéria (Rússia), a região de Tuva registou temperaturas de - 50º C.
Os últimos números indicam que a vaga de frio que atinge os países da Europa provocou mais de 650 mortes.
Roménia
A queda intensa de neve isolou 225 localidades e 156 estradas entre regiões estavam bloqueadas.
Cerca de 4.200 lares estavam privados de eletricidade.
República Checa
Na República Checa verificaram-se violentas tempestades de neve, tendo dado origem a acidentes graves em duas movimentadas autoestradas que envolveram mais de uma centena de veículos e fizeram 9 feridos.
Polónia
Na Polónia a temperatura desceu aos 32º negativos e o rio Vístula ficou congelado bloqueando navios nas suas águas que tiveram de ser retirados por embarcações quebra-gelo. Na região da Silésia a neve bloqueou mais de 80 estradas. A vaga de frio durou mais de 8 dias consecutivos, o que provocou o isolamento de inúmeras aldeias.

Sérvia
Na Sérvia as temperaturas atingiram os 36 graus negativos e a neve bloqueou cerca de 11.500 pessoas em várias aldeias no oeste e sudoeste do país.
Ucrânia
Na Ucrânia foram registados 35 graus negativos durante a noite. Trata-se do inverno mais rigoroso dos últimos seis anos e foram contabilizados mais de 100 mortos. Dezenas de milhares de pessoas foram recolhidas em abrigos temporários para escapar ao frio.
Lituânia, Letónia e Estónia
24 pessoas perderam a vida devido às baixas temperaturas.
Hungria
Numa pequena povoação da Hungria, habitantes de uma pequena localidade perto da fronteira com a Sérvia conseguiram cavar algum carvão perto de uma mina abandonada que lhes permitiu enfrentar o frio e sobreviver.
Espanha
Apesar da distância geográfica (país da Europa do Sul) nem a Espanha escapou ao frio intenso, sobretudo na região da Catalunha onde nevou intensamente. No nosso país vizinho aconteceu mesmo algo insólito quando no País Basco, a praia de La Concha ficou coberta de neve.
França
Foram contabilizados 12 mortos.
Itália
Em Bolonha a circulação de comboios esteve interrompida e o aeroporto fechado. Sexta-feira nevou intensamente em Roma. Já se registaram 45 mortos.
Rio Danúbio
O Rio Danúbio congelou por centenas de quilómetros, na Áustria, Hungria, Croácia, Bulgária e Sérvia.
Outras ocorrências: Um morto na Holanda, quatro na Alemanha e cinco na Grécia juntam-se a outras cinco fatalidades na Áustria.
Observa agora duas das reportagens sobre esta vaga de frio.
Vídeo RTP
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
Impactes da vaga de frio na vida selvagem
As temperaturas excessivamente baixas na Rússia (abaixo do 30º C negativos) congelaram quase todos os rios e lagos onde as aves migratórias costumam passar o inverno. Em consequência muitas aves selvagens procuram água e alimentos junto das áreas populacionais.
“Nas pequenas aldeias com poucos habitantes, até os auroques podem aparecer porque não têm folhas, erva ou feno para comer. Farão como os animais domésticos em busca de comida”, explicou um especialista.
Os ambientalistas pedem às pessoas para alimentar as aves selvagens e assim ajudá-las a sobreviver a estas condições extremas”, sublinhou Evgeniya Rudenko da Euronews.
Observa a reportagem através da hiperligação que se segue.
Ucrânia: Frio ameaça vida selvagem | euronews, mundo
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
Adesão da Croácia à União Europeia
A Croácia, país da Europa do Sul banhado pelo mar Adriático, um dos países candidato à adesão à União Europeia, terminou as negociações para a sua integração em 30 de Junho de 2011. Findadas as negociações a Croácia assinou o Tratado de Adesão em 9 de Dezembro do passado ano.
Este processo ficou agora finalizado num referendo realizado em 22 de Janeiro (a Constituição da Croácia assim o exigia), no qual a população croata optou pela integração. O sim obteve a maioria com 66,25% do total dos votos.
Desta forma, a Croácia irá tornar-se no 28º membro da União Europeia, com data prevista para 1 de Julho de 2013, tendo ultrapassado a Turquia e a Macedónia, países, igualmente, interessados, em integrar a União Europeia.
| Votantes : | 1960045 | ||||||||||
| Sim | 66.25% | ||||||||||
| Não | 33.15% | ||||||||||
| Votos não válidos | 0.60% | ||||||||||
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