segunda-feira, 2 de maio de 2011

Fotografias do Terramoto e Tsunami no Japão

Estas são algumas das melhores fotografias retiradas da tragédia ocorrida no Japão em 11 de Março de 2011.

Tsunami redemoinho e ondas perto de um porto em Oarai, Ibaraki (estado) depois do Japão ter sido atingido por um forte sismo ao largo da costa nordeste da sexta-feira 11 de marco, 2011.


Aeroporto de Sendai cercado por águas em Miyagi.
O tsunami ao longo Iwanuma no norte do Japão nesta sexta-feira 11 Março de 2011. O terremoto de magnitude 8,9 bateu costa leste do Japão na sexta-feira, desencadeando um tsunami de 13 pés (4 metros) que varreu barcos, carros, edifícios e toneladas de detritos para o interior.

Fotografias retiradas do site NP - Notícias de Portugal.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Pepsi - nova garrafa 100% reciclável

O grupo alimentar PepsiCo anunciou que projectou a primeira garrafa de plástico feita inteiramente com materiais vegetais e 100 por cento reciclável.

"A PepsiCo, como um dos maiores grupos agro-alimentares do mundo, está numa posição única para utilizar os seus recursos na produção de uma garrafa 'amiga' do ambiente”, disse a chefe executiva da empresa. Segundo Indra Nooyi, pretende-se criar "um modelo de negócio sustentável" e diminuir a sua dependência relativa a materiais à base de petróleo.

O grupo diz ter descoberto uma estrutura molecular idêntica à que utiliza para produzir as embalagens de plástico, feitas a partir de derivados de petróleo. O resultado, explica, é “uma garrafa que se apresenta, se sente e protege o produto da mesma forma que as embalagens existentes em Pet [garrafa de plástico feita de politereftalato de etileno]”. Contudo, a nova embalagem é feita inteiramente de “matérias-primas orgânicas”, afirmou a PepsiCo em comunicado. A empresa refere que são utilizados ingredientes como erva, casca de pinheiro e folhas de milho. “No futuro, o grupo planeia incluir cascas de laranja, de batata e aveia, assim como outros produtos agrícolas provenientes da produção agro-alimentar”, acrescenta.

A nova garrafa vai começar a ser produzida em 2012, ainda numa fase experimental. Se os resultados forem positivos após o período de testes, a empresa pretende comercializar “em grande escala”. Mas admitiu que vai demorar alguns anos para conseguir produzi-la e comercializá-la de forma viável.

A PepsiCo afirma que a tecnologia utilizada para a criação desta garrafa é melhor que a da sua concorrente CocaCola, que usa 30 por cento de materiais biológicos. A mesma empresa já tinha desenvolvido uma embalagem de plástico 100 por cento reciclável, mas para batatas fritas. No entanto, foi retirada do mercado porque os consumidores se queixaram que fazia muito barulho.

De acordo com a Mother Nature Network (Rede Mãe Natureza), são utilizadas aproximadamente 1,5 milhões de toneladas de plástico por ano. O que equivale à utilização de 175 milhões de litros de petróleo para o fabrico das embalagens, números da Food and Water Watch.

Esta notícia retirada do Jornal "Público", não deixa de ser interessante, mas pode encerrar algumas questões.

Senão vejamos, em primeiro lugar, a produção da referida garrafa só poderá vir a ser comercializada daqui a uns anos (pós 2012). Se entretanto vier a ser. Porém, a ideia é excelente e se for viável a natureza agradece e nós também.

Por outro lado, é interessante observar que as questões ambientais estão tão em voga, que muitas das vezes servem, nitidamente, como plano de marketing e publicidade, bem como argumento para bater a concorrência.

Seja qual for o objectivo, o planeta agradece!

segunda-feira, 14 de março de 2011

Revolução no Iémen

Também no Iémen, desde 14 de Fevereiro, existem movimentos de revolta contra o presidente Ali Abdullah Saleh. O movimento de revolta contra sistemas ditatoriais tem conhecido proporções nunca antes observadas. O movimento de revolta na Tunísia alastrou pelo mundo árabe e são muitos os países que contam com movimentos semelhantes, nomeadamente em Marrocos, Argélia, Líbia, Egipto (que já originou a queda de Mubarak), Iémen, Barhein, Arábia Saudita, Irão, passando, também, pela Costa do Marfim e Sudão.

Restará saber se estes movimentos originarão a implantação de regimes livres e democráticos, capazes de acrescentar qualidade de vida às populações desses países.

O Iémen é um país árabe, situado na extremidade sudoeste da Península Arábica. Faz fronteira, a norte, com a Arábia Saudita, a leste com Omã, a sul com o mar da Arábia e pelo golfo de Áden, possui ainda uma ligação à Eritreia através do mar Vermelho.

Possui, ainda, algumas ilhas situadas ao largo do Corno de África. A sua capital é Sana.

O Iémen, possui uma área de 527 968Km2, e possui cerca de 20.000.000 de habitantes.


Localização  República do Iémen

Também aqui se originaram movimentos de contestação ao líder. Cerca de três mil estudantes e activistas manifestaram-se, em 14 de Fevereiro na capital do Iémen exigindo a demissão do presidente Ali Abdullah Saleh, que se viu forçado a reforçar a segurança na capital e deixando claros sinais de estar disposto a reprimir com violência novas manifestações. Acrescente-se, que Saleh está no poder há mais de três décadas (32 anos) e mantém nas estruturas do poder diversos familiares.

Ainda até hoje, os confrontos não pararam. Em Al-Jawf aconteceram novos violentos confrontos entre a população e os militares, que invadiram um edifício do governo municipal.

Confrontos semelhantes aconteceram em Maarib (região do centro do Iemén, onde se encontram diversos campos de petróleo e gás natural), em Taiz (cidade a 200 quilómetros a sul da capital). Sucedem-se as manifestações em Al-Hawta, capital da província de Lahej, na província de Dalea, no sul do país

Mas a a maior tensão existe na zona da capital onde se encontram acampados há várias semanas 20 mil manifestantes, cercados por soldados e veículos blindados que podem atacar a qualquer momento.
Estes confrontos e a violência exercida sobre os manifestantes impediram um acordo, quase atingido, entre Saleh e a oposição, que se baseava na renúncia à presidência, no fim do presente mandato, em 2013, reforma das leis eleitorais e não passar o poder para o seu filho. 

A ONU, em nota, Ban Ki-moon disse que governo e oposição têm que chegar a um entendimento para o diálogo.
O Secretário-Geral da ONU está preocupado com o uso da força policial contra manifestantes no Iémen.

A ONU defende que o governo iemenita deve respeitar os direitos humanos internacionais e investigar as alegações de assassinatos e outras violações.

domingo, 13 de março de 2011

Costa do Marfim

Ainda a propósito de ditaduras a nível mundial, a Costa do Marfim, o principal produtor de cacau do mundo, ainda enfrenta o fantasma do défice democrático.

A Costa do Marfim é um país africano, limitado a norte pelo Mali e pelo Burkina Faso, a leste pelo Gana,  a sul pelo Oceano Atlântico e a oeste pela Libéria e pela Guiné. A sua capital é Yamoussoukro.

Localização  República da Costa do Marfim

A história já é longa e parece não ter fim.

As eleições para a presidência do país, do dia 28 de Novembro de 2010, (que já deveriam ter ocorrido em 2005, mas que foram sucessivamente adiadas) deram a vitória a Alassane Ouattara, facto não aceite pelo anterior líder, desde 2000, Laurent Gbagbo, que continua a controlar as forças armadas.

Desde logo, se iniciaram confrontos, e até meados de Dezembro, registou-se a morte de, pelo menos,  296 pessoas, segundo a missão da Organização das Nações Unidas (ONU). Para além das forças militares, Gbagbo conta com mercenários, nomeadamente antigos combatentes da Libéria.

Gbagbo procurou sempre esconder esta realidade, proibindo a liberdade de imprensa, limitando o seu acesso aos locais dos conflitos.

A situação tornou-se caricata tendo Laurente Gbagbo, assumido o cargo de Presidente da República, com o apoio do Conselho Constitucional, ignorando os resultados eleitorais. A sua tomada de posse foi, inclusive, transmitida pela televisão, apesar do não reconhecimento internacional, nomeadamente a ONU, os Estados Unidos, a União Europeia e a França.

Ao mesmo tempo Alassane Ouattara, também prestou juramento na qualidade de Presidente da República da Costa do Marfim, visto ter vencido as eleições, com uma vitória por 54,1%, contra 45,9%.
As eleições foram supervisionadas pela ONU e as principais missões de observação internacionais consideraram que as eleições foram conduzidas de forma adequada, apesar dos incidentes às vezes violentos.

Com isto, a Costa do Marfim passou a contar com dois presidentes: Gbagbo, com o apoio do Exército e o controle da televisão, e Outtara, com o suporte da comunidade internacional.

Laurent Gbagbo enfrentou, ainda a ameaça de uma operação militar da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), caso não entregasse o poder a Ouattara. Mas não cedeu.

Os vários esforços realizados por governantes de vários países africanos, no sentido de Gbagbo aceitar o resultado eleitoral, também foram em vão. Gbagbo não quer deixar o poder.

Este tipo de instabilidade política conduz a prejuízos evidentes para a população e põe em risco a economia do país, podendo originar problemas de privação para milhares de costa marfinenses. Por exemplo, o Banco Mundial, em Dezembro, congelou os financiamentos à Costa do Marfim, com receio de uma possível nova guerra civil,à semelhança do que aconteceu entre 2002 e 2007.

A Costa do Marfim mergulhou numa crise depois que o Conselho Constitucional proclamou a vitória de Gbagbo nas eleições de 28 de novembro, que, segundo a comissão eleitoral e a ONU, foi vencida por Alassane Ouattara.  Foto:Issouf Sanogo/AFP Foto APP
Alassane Outtara

Laurent Gbagbo, continua a rejeitar as propostas de resolução do conflito da União Africana para resolver o conflito e ameaça novamente a ONU, afirmando que irá bloquear os voos da ONU no espaço aéreo marfinense.
E a prova que o problema está para durar, foi mais uma intervenção armada das forças fiéis ao presidente cessante Laurent Gbagbo, que no último sábado atacaram, com recurso a helicópteros e carros blindados ao bairro de Abobo, território onde se encontra Alassane Ouattara, dando a origem a mais mortes de civis, que são, sempre, as principais vítimas dos ditadores que ainda hoje prevalecem em muitos países, sobretudo, africanos e asiáticos.

Laurent Gbagbo, assume posições radicais, e exigiu que a missão de paz da ONU deixe o país, em retaliação à tomada de decisão da ONU em considerar os resultados eleitorais válidos e consequentemente a sua derrota.

Porém, a ONU rejeitou a saída e renovou a sua missão por mais seis meses, mantendo cerca de 800 soldados da paz para protegerem Alassane Ouattara.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Queda do regime ditatorial no Egipto

O Egipto enfrentou uma grande convulsão social, face ao cansaço provocado, na população em geral (que envolveu muçulmanos, cristãos coptas, e particularmente os jovens), pela posição governativa ditatorial de Hosni Mubarak, implementada no país há cerca de 30 anos.
Localização do República Árabe do Egito
Com uma área de cerca de 1 001 449 km² (29.º maior do mundo), o Egipto faz fronteira a oeste com a Líbia, a sul com o Sudão e a leste com a Faixa de Gaza e Israel. O litoral norte é banhado pelo mar Mediterrâneo e o litoral oriental pelo mar Vermelho. A península do Sinai é banhada pelos golfos de Suez e de Acaba. A sua capital é a cidade do Cairo.

O Egipto é um dos países mais populosos de África. A grande maioria da população, estimada em 80 milhões de habitantes (2007), vive nas margens do rio Nilo (99% da população, que corresponde a cerca de 5,5% da área útil do país), praticamente a única área não desértica do país, com cerca de 40 000 km2, visto que grande parte do seu território é
ocupado pelos desertos do Sara e Arábico.

Apesar de ser um país com reservas de petróleo e carvão (estas muito consideráveis), vive essencialmente da agricultura (culturas tradicionais, algodão e cana-de-açucar), turismo e as receitas proporcionadas pela rota marítima do canal Suez.

Todas estas riquezas, não alívia a pobreza sentida por grande parte da população, que vive com cerca 1,5€/dia, os indícios de elevada corrupção, o abalroamento dos direitos da liberdade de expressão e o incumprimento dos direitos humanos, foram factores decisivos nesta enorme vaga de protestos, gerando altos níveis de instabilidade política e social.

Hosni Mubarak, perante uma revolta tão intensa do povo Egípcio, durante 18 dias, não teve alternativa e demitiu-se, a 11 de Fevereiro, entregando o poder ao Conselho Supremo das Forças Armadas (que sempre o apoiaram contra os manifestantes) por um período de seis meses, a fim de garantirem a gestão corrente do país e conduzir o processo de eleições democráticas.

Certamente, não irá ser um processo fácil e a liberdade tão exigida pelos Egípcios ainda terá um processo de transição, esperando-se que a construção da democracia será uma tarefa difícil.


Quem é Hosni Mubarak?
Nascido em 1928, é presidente do Egipto desde Outubro de 1981, depois do assassinato de Anwar Sadat, de quem foi vice. Mubarak sempre governou o Egipto com mão de ferro, escorado numa lei de emergência que dá ao Estado amplos poderes repressivos. 
Mubarak,  continua no poder depois de vencer quatro eleições presidenciais, sendo que em três disputou como candidato único. Críticos acusam o presidente e ao seu Partido Nacional Democrático de cometer fraudes nas eleições e de suprimir grupos de oposição do processo eleitoral, especialmente o movimento Irmandade Muçulmana.

Para muitos analistas políticos, o precedente aberto no Egipto terá uma força contagiadora aos países vizinhos, adivinhando-se conflitos sociais e instabilidade política no designado mundo árabe.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Regimes ditatoriais ou défice democrático no mundo

Um dos obstáculos ao desenvolvimento diz respeito à falta de democracia, ou seja, regimes governativos que apresentam défices democráticos, ou até mesmo ditaduras militares.

Enquanto que a democracia, pressupões eleições entre os diversos partidos políticos, onde prevalece o respeito pelos direitos humanos e pela liberdade de imprensa.

Sempre que falamos em défice democrático, falamos de países com partidos únicos, regimes militares ou ditatoriais.

Estes regimes não respeitam os direitos humanos e a liberdade de imprensa. Concomitantemente, promovem a corrupção desmedida, o desvio de capitais e o favorecimento das classes dirigentes. Estas situações acabam por estar na origem de confrontos e instabilidade política e social, devido à revolta dos povos submetidos a este tipo de regimes.

De entre eles, existem desde os mais repressivos aos menos repressivos, dando origem a países sem liberdade ou parcialmente livres.

Clique na hiperligação abaixo e observe o mapa mundo que representa o mapa da liberdade de 2010.
Poderá constatar que o número de países sem liberdade ou liberdade condicionada no mundo é extremamente preocupante.

ztarmail.gif (11175 bytes)http://www.freedomhouse.org/template.cfm?page=363&year=2010

Os continentes mais afectados pela falta de liberdade são, sem dúvida, o africano e o asiático.
Actualmente, o movimento de protesto popular na Tunísia, que depôs o presidente autocrático Zine el-Abidine Ben Ali em 14 de janeiro, despertou os cidadãos que vivem sob regimes autoritários em todo o mundo árabe, exigindo novas lideranças, eleições livres e justas, e maior liberdade na suas vidas diárias.

Podemos estar na presença de um movimento histórico que seja rampa de lançamento para uma nova, e melhor, realidade para este tipo de países.