quinta-feira, 25 de novembro de 2010

A ascensão da economia chinesa

A economia chinesa deverá ter o terceiro maior crescimento mundial, visto que é uma das mais dinâmicas a nível mundial e está a suportar grande parte do crescimento mundial.
Segundo as projecções do Fundo Monetário Internacional, a China deverá ser a terceira economia a crescer mais rapidamente até 2015 (9,7% ao ano)

SegundoJim O'Neill, o economista chefe da Goldman Sachs, a China só deverá ser a maior economia do mundo em 2027. No entanto, devido à taxa de crescimento que o país tem registado nos últimos anos, o país tem ganho posições no panorama económico mundial. Além de ter ganho, no ano passado, o estatuto de maior mercado automóvel do mundo aos Estados Unidos e de maior exportador mundial à Alemanha, o país com cerca de 1,3 mil milhões de habitantes solidificou a sua posição como o maior consumidor mundial de ferro e cobre e manteve o segundo lugar entre os maiores consumidores de petróleo

A importância da educação no desenvolvimento das sociedades

O Acesso à educação é fundamental para a instrução de um povo e quanto maior for a sua instrução, maior é a capacidade de desenvolvimento de um país, visto possuir mão-de-obra qualificada.

Infelizmente, a nível mundial o acesso à educação não é possível para todos. Pelo contrário, muitos milhões de jovens nos países em desenvolvimento, sobretudo nas regiões mais pobres, como a África Subsariana, países Árabes e Ásia Meridional, não têm acesso à educação. As crianças começam a trabalhar desde muito jovens, na luta pela sobrevivência, e as raparigas são fortemente penalizadas pela discriminação que ainda existe nestas regiões.

Porém, fiquei deveras agradado com uma reportagem publicada por Margarida Mota, no Jornal o Expresso, sobre o sultanato omanita.

De facto, Omã é um país situado na Arábia, mais especificamente na extremidade oriental da Península Arábica, cuja capital é Mascate.  O seu território é limitado a norte pelo Golfo de Omã do qual se estendem as costas do Irão e Paquistão, a leste e sul com o Mar Arábico a oeste com o Iémen e a Noroeste com a Arábia Saudita e com os Emirados Árabes Unidos.

Localização de Omã


Essa reportagem é sobre a educação em Omã, que fica localizado numa região mundial onde o acesso à educação é muito limitado, daí a sua pertinência.

Segundo o artigo o sultanato omanita é a 'estrela' do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 2010 das Nações Unidas, visto que foi o país que mais melhorias registou.

"Omã foi, num universo de 135 países, aquele que mais progressos registou no IDH de 2010".
"...A educação formal em Omã começou apenas em 1970, ano que Qaboos bin Said subui ao trono do sultanato."
Qaboos bin Said afirmou "Mesmo que não tenhamos edifícios, temos de educar as nossas crianças, ainda que à sombra das árvores". Esta frase passou a ser um lema.
"Omã tinha apenas três escolas, frequentadas por 900 crianças - todas do sexo masculino - , não havia currículos nacionais e os professores eram contratados nos países vizinhos.
Qaboo elegeu os recursos humanos como o maior recurso e o maior activo de Omã e encetou um programa de modernização e abertura ao exterior.
... Hoje, o sultanato tem à volta de 1300 escolas (públicas e privadas) e as crianças começam a aprender inglês e informática na escola primária. Rapazes e raparigas têm as mesmas oportunidades no acesso à educação."

Hoje Omã é um país diferente, e após a qualificação dos seus recursos humanos consegue, segundo o relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), uma esperança média de vida de 76,1 anos de idade, por exemplo superior à do Brasil (72,9), próxima da de Portugal com 79,1.

Também, relativamente à defesa da igualdade entre homens e mulheres Qaboos se destacou com a seguinte frase 'o país é como um pássaro, uma asa é feminina e a outra é masculina, e não pode voar sem as duas'. Assim, as mulheres omanitas estão hoje no mesmo patamar dos homens, têm direito ao voto, desde que o mesmo foi instituído no país e ocupa altos cargos ministeriais e diplomáticos ou são empresárias, sem qualquer tipo de retaliação salarial.

Esta é, certamente, uma lição a estudar por muitos países.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Os bilionário do ano de 2010

A revista Forbes lançou em Março, o ranking dos 1000 mais ricos do mundo. Os bilionários em 2009 eram 793 e com a recuperação económica o número subiu para 1011 com apenas 89 mulheres dentro desse ranking.

A título de curiosidade aqui se descreve o nome dos dez mais ricos do planeta:

Carlos Slim Helu: US$ 53.5 Biliões – México
Bill Gates: US$ 53 biliões – EUA
Warren Buffett: US$ 47 biliões – EUA
Mukesh Ambani: US$ 29 biliões – Índia
Lakshmi Mittal: US$ 28.7 biliões – Índia
Lawrence Ellison: US$ 28 biliões – EUA
Bernard Arnault: US$ 27.5 biliões – França
Eike Batista: US$ 27 biliões – Brasil
Amancio Ortega: US$25 biliões – Espanha
10º Karl Albrecht: US$23.5 biliões – Alemanha

Desta lista é destacar que o homem mais rico do planeta é um Mexicano, de nome  Carlos Slim Helú e é um empresário mexicano de origem libanesa.

É conhecido no México por Midas, devido a sua habilidade em transformar empresas decadentes em companhias saudáveis e lucrativas. É um empresário das telecomunicações controla a maior operadora de telemóveis da América Latina e é dono da Claro, outra operadora no Brasil.

Portugal só tem dois representantes nesta lista de ouro: Américo Amorim ocupa a 212ª posição, com uma fortuna avaliada em 2,93 mil milhões de euros (quatro mil milhões de dólares), voltando a ocupar o posto do português mais rico, com um património construído em torno da cortiça, imobiliário, turismo, energia (é dono de um terço da Galp) e banca.

Belmiro de Azevedo, o patrão da Sonae, que este ano regressou ao ranking, ocupa a 665ª posição, com uma fortuna calculada em 1,09 mil milhões de euros (1,5 mil milhões de de dólares).

Portugueses desenvolvem vacina contra Malária

A fundação Melinda & Bill Gates financia, com 720 mil euros pela primeira vez projectos lusos, que são pioneiros a nível mundial.

O investigador Miguel Prudêncio da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa está a desenvolver uma vacina contra a malária, utilizando um parasita que infecta apenas roedores. Este parasita pode ser modificado geneticamente de forma a activar o sistema imunitário dos humanos, de forma a combater o outro parasita da malária que os infecta. Espera-se que este estudo possa criar uma vacina de elevada protecção e durante um longo período de tempo.

A malária é uma doença que mata 1 milhão de crianças por ano com menos de 5 anos de idade, atingindo por ano mais de 250 milhões de pessoas em todo o mundo e mata 2 milhões.

Cerca de 90% destas mortes ocorrem na África subsariana.

A doença propaga-se pela picada de um mosquito 'Anopheles' fêmea, que tem na sua saliva o parasita. Só as fêmeas se alimentam de sangue, visto que os machos vivem da seiva das plantas.

Este parasita é transportado pela corrente sanguínea até ao fígado. Cada parasita que chega ao fígado multiplica-se por 20.000 e as células afectadas do fígado rompem-se e o parasita entra no sangue e infecta os glóbulos vermelhos, destruíndo-os e provocando acessos periódicos de calafrios e febres intensas (39 a 41 graus).

A malária é uma doença difícil de travar porque se o mosquito fêmea sem os parasitas da malária picar um corpo humano infectado pela doença, os parasitas migram para a sua glândula salivar e o mosquito poderá infectar um novo ser humano. 

Devo destacar que é muito importante o surgimento de cientistas portugueses no panorama internacional, o que resulta de um maior investimento na área da ciência, tecnologia e investigação.

Destaco, igualmente, a importância que a Fundação de Bill Gates, o 2.º homem mais rico do mundo, presta à investigação a nível mundial.

Clica no link abaixo que te permitirá ver a infografia do ciclo da Malária.


Notícia adpatada do jornal o "Expresso"
Vírgilio Azevedo e Sofia Rosa

Agrava-se a situação sanitária no Haiti

Segundo notícia do jornal o Expresso o surto de cólera no Haiti, que já matou 724 pessoas e contaminou milhares no país está a ganhar proporções muito preocupantes e já existem tumultos por causa da distribuição de água.
"Multiplicam-se as desordens e conflitos junto aos locais onde é distribuída água para beber.
Mais de um milhão de habitantes vive em Port-au-Prince em situações sanitárias precárias depois do terramoto de Janeiro passado.
A ONU lançou ontem um apelo urgente à comunidade internacional para conseguir fundos no valor de 120 milhões de euros."

O Haiti que é um dos países mais pobres do mundo vive uma situação de autêntico desespero. A destruição arruinou as instalações sanitárias, quer ao nível de tratamento de esgotos, quer ao nível de abastecimento de água potável.

A falta de água potável e a distribuição de alimentos em más condições de ingestão estão a causar o descontrolo desta epidemia.

Uns com tanto...

Considerei muito interessante o artigo de Pedro Cordeiro, na revista Única do Jornal o "Expresso", onde destacava que por esse mundo fora, falar de luxo é falar de coisas que por cá, mundo desenvolvido parecem absolutamente elementares.

Assim, procuro trazer para este post algumas das suas ideias, numa versão resumida dos factos, sobre desigualdades a nível mundial, trazendo a exemplo alguns países.

MACEDÓNIA

"Num país em que a taxa de pobreza se eleva aos 31,1% e o desemprego, chega aos 32,2%, tudo é um luxo. É difícil garantir que haja comida suficiente numa casa, assim como é quase impossível pagar as contas mensais. Um televisor novo, um frigorífico ou uma máquina de lavar loiça são bens que a maioria dos macedónios não pode ter... quando o salário médio é de 340 euros."

ÍNDIA

"Para cerca de 80 % dos indianos, ter carro próprio ou mandar os filhos para um colégio particular são luxos complicados de alcançar.
... Apesar da Índia ser um país claramente emergente, só as elites têm ar condicionado em casa (no norte do país, as temperaturas variam entre 0 e 45 graus, mas vive-se com ventoinhas), o que não deve espantar, pois até a água canalizada e a corrente eléctrica 24 horas por dia estão longe de ser universais.
... o PIB per capita é sete vezes menor do que o português e que escassos são os que não trabalham seis ou sete dias por semana."

PAQUISTÃO

"Visitar os familiares nas férias é considerado uma opulência e só é possível se o viajante tiver dinheiro para deslocar-se... dentro da mesma cidade. Comprar um computador para um filho será um grande luxo, para um paquistanês de classe média."

GUINÉ-BISSAU

" ...Mais de 60% dos cidadãos deste país da África lusófona vivem abaixo do limiar da pobreza,isto é, com menos de um dólar por dia (0,70 euros).
...uma escassa minoria da população tem energia eléctrica e água corrente 24 horas por dia. São luxos, tal como o acesso à Internet."

RUANDA

"Com um PIB per capita 20 vezes menor do que o do nosso país, a reconstrução é a principal tarefa do Ruanda, que recupera, a custo, da guerra civil e dos genocídios dos anos 90. Dado que 90% da população vive da agricultura, sementes de qualidade e equipamentos para a lavoura são essenciais e, sim, tornam-se um luxo, apenas acessível graças a ajudas da Bélgica e da Fundação Bill Clinton.

CUBA

" Em Cuba, tudo é um luxo... na ilha de Fidel Castro, um médico ganha o equivalente a cerca de 25 euros por mês e um litro de óleo vegetal custa cerca de dois euros.
Ter um pequeno automóvel, ou mesmo uma motocicleta, são perspectivas inimagináveis para a maioria dos cubanos.
O computador mais barato equivale a vários anos de salário médio."   

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Mortalidade caiu 4,4% nos hospitais portugueses

Segundo o Diário de Notícias e por reportagem de Ana Maia em quatro anos, de 2005 a 2009, houve uma redução de 4,4% nas mortes de doentes internados nos hospitais públicos. As maiores reduções registaram-se nas doenças infecciosas, incluindo a sida, pediátricas, doenças do metabolismos e neurológicas. Melhor qualidade na informação e mais cuidados nos procedimentos médicos terão feito a diferença.

Olhando para as doenças, as que registaram as maiores reduções na mortalidade de 2005 a 2009 foram as doenças infecciosas, incluindo a sida, em cerca de 26%; pediátricas, em 24%; e as doenças endócrinas e metabólicas, com cerca de 22% de diminuição de mortalidade. Também os problemas neurológicos (16%), hematológicos (11%), cardiovasculares (9%) e respiratórios (3%) tiveram resultados positivos.

Verifica-se uma grande diferença entre o número de pessoas com as mesmas doenças que há uns anos morriam e que agora se salvam. Por exemplo, numa situação de enfarte, a tecnologia permite salvar a vida da pessoa, sem se diminuir a qualidade de vida.

São estes avanços no acesso à saúde que permitem dar uma melhor qualidade de vida e fazer aumentar a Esperança Média de Vida.