domingo, 26 de setembro de 2010

A escassez de água potável no continente africano

Ocorreu, entre 20 e 22 de Setembro, em Nova Iorque a Cimeira sobre os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio, sob a responsabilidade das Nações Unidas.

Apesar dos avanços conseguidos, muitas das metas continuam por cumprir, como por exemplo no acesso à água potável e saneamento básico.

Segundo um relatório da ONG (Organização Não Governamental) britânica, WaterAid, intitulado The Biggest Child Killer, só no século XXIII é que a totalidade da população a sul do Sara deverá ver cumprido esse objectivo.

Porém, estas estimativas não podem ignorar as alterações climáticas que o planeta está a atravessar. É que para além dos meios técnicos que possam disponibilizar água potável, estarão sempre dependentes da quantidade de precipitação ocorrida.

Assim, se tivermos em conta as situações de seca prolongada que assolam muitos desses países será que esse objectivo virá a ser concretizável. Para reflexão.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Cimeira de Copenhaga

A Cimeira de Copenhaga é a 15.ª cimeira organizada pelas Nações Unidas sobre Alterações Climáticas. A primeira teve lugar em Berlim em 1995, três anos depois da Conferência do Rio de Janeiro que ficou conhecida por Cimeira da Terra - onde 154 países assinaram o United Nations Framework Convention on Climate Change, que entrou em vigor a 21 de Março de 1994.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Transportes ecológicos

No âmbito do Projecto Shell Eco-Marathon, uma equipa do Instituto Superior Técnico conseguiu colocar-se na vanguarda de novas tecnologias para veículos não poluentes. Assim, esta equipa conseguiu desenvolver o HidrogenIST, o primeiro protótipo português de um veículo movido a hidrogénio que emite apenas vapor de água e calor para a atmosfera.

O Hidrogénio é um combustível inesgotável e não poluente, com uma capacidade energética três vezes superior à da gasolina.

Embora seja o elemento mais abundante no Universo, os actuais processos de sintetização do Hidrogénio são pouco eficientes, o que encarece o custo deste combustível.

Actualmente já existem veículos movidos a células de Hidrogénio, destacando-se o BMW Hydrogen 7 e o Honda FCX Clarity.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

FORMAS DE PREVENÇÃO DE SISMOS DE GRANDE INTENSIDADE

A Itália foi abalada por um sismo de grande intensidade que provocou mais de 300 mortos e destruiu entre 10 a 15 mil casas.
É quase impossível contrariar a força da "mãe natureza", sendo, assim, difícil evitar este tipo de situações, até porque o sismo aparece sem avisar. Neste caso ocorrido na Itália, um químico italiano, de seu nome Gioacchino Giuliani, conseguiu através da monitorização dos valores de radão prever, com algum grau de fiabilidade, a previsão do terramoto, o que poderá ser um novo factor de estudo para a detecção deste tipo de catástrofe natural.
Itália possui regiões de alto risco sísmico, mais concretamente cerca de 45% do seu território, como em muitos outros países do mundo. É nestas regiões de risco que a prevenção tem de funcionar e a melhor prevenção passa pela adaptação das características das habitações, que têm de cumprir as normas anti-sísmicas, no sentido de diminuir os seus impactos.
Em Portugal, e após o terramoto de 1755 em Lisboa, houve alterações nas estruturas das habitações, adequadas à época.
Actualmente, o maior conhecimento sobre terramotos, implica novos modelos de construção, mas mesmo assim em Portugal, e mais concretamente Lisboa (a região do país de maior risco), muitos dos edifícios não apresentam adequação no que respeita às normas anti-sísmicas.

ITÁLIA 6,3 NA ESCALA DE RICTHER

"Ao longo das semanas os números nunca pararam de aumentar. A intensidade do abalo que atingiu em cheio a cidade de L`Aquila no centro de Itália, os relatos do local e as fotografias permitiam perceber o tamanho da tragédia. Ontem, quinta-feira, estavam contabilizados 278 mortos e perto de 18 mil desalojados.

Notícia In Expresso, de 16 de Abril de 2009.

quarta-feira, 11 de março de 2009

PROMESSAS DE QUIOTO ADIADAS

No protocolo de Quioto ficaram definidas as metas de redução das emisões de CO2. O problema é que essas metas estão longe de se cumprirem!
Segundo as Nações Unidas a nossa vizinha Espanha apresenta uma diferença face às metas definidas na ordem dos 34,5%, aparecendo como o país mais incumpridor. Com valores acima dos 20% encontram-se o Luxemburgo, a Áustria, o Canadá, a Nova Zelândia e a Dinamarca.
Da lista dos dezassete países mais incumpridores a nível mundial (com acordo assinado em Quioto) 14 são europeus.
Entre estes, Portugal, apresenta uma diferença face às metas cumpridas de 10,6%.
É caso para perguntar, se com estes incumprimentos, os objectivos da redução de CO2 poderão ser um dia uma realidade. Não cumprindo, o aquecimento global do planeta continuará a ser uma realidade, originando o contínuo degelo dos glaciares, a consequente subída do nível médio das águas do mar, as alterações climáticas que se vão manifestando em catástrofes naturais sucessivas e incontroláveis.
Que futuro?

A NECESSIDADE DA REDUÇÃO DRÁSTICA DAS EMISSÕES DE CO2

Decorrem em Poznan, na Polónia, as negociações internacionais para a era pós-Protocolo de Quioto, a partir de 2012, que não se antevêem fáceis.
Porém, surge uma nova esperança, Obama, o novo presidente norte-americano, garantiu uma atitude responsável nas questões climáticas, prometendo reduzir as emissões de dióxido de carbono (CO2) ao nível das de 1990 até 2020 e uma diminuição adicional de 80% até 2050.
É uma promessa que que o planeta agradece, mas o mais difícil será cumprir. Oxalá que sim.
Pelo contrário, a Europa dos 27 ainda não encontraram as soluções para a redução de 20% das emissões de CO2 até 2020.
A proposta de Bruxelas é a de colocar em leilão as licenças de emissão de CO2 até 2020.
Todas estas questões terão que ser definidas até à cimeira decisiva de Copenhaga, a realizar em Dezembro de 2009.
Devo relembrar que em Bali, em Dezembro de 2007, se concluiu que havia uma necessidade iminente: a redução drástica das emissões de CO2.
Se a problemática da poluição atmosférica é deveras complicada de resolver no mundo desenvolvido, não devemos esquecer que os países em desenvolvimento na sua fase de instrialização, aliás perfeitamente justificada no seu processo de desenvolvimento e afirmação internacional, alarga substanciamente esse problema. Como regular as emissões de CO2, por exemplo, da China e da Índia, sedentos de produção industrial?
Teremos de esperar até Dezembro do corrente ano para encontar algumas respostas, enquanto isso as alterações climáticas progridem...